Lira garante instalação da CPI contra Moro após coleta de assinaturas por Teixeira

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e o pré-candidato do Podemos à Presidência da República, Sergio Moro | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A informação é do portal de notícias O Antagonista que, por ser defensor da Lava Jato e do ex-juiz, há quem diga que foi iniciada a contagem regressiva para a sua queda

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) , garantiu a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigação dos movimentos do ex-juiz Sergio Moro em relação à empresa americana de serviços de gerenciamento de recuperação e melhoria de desempenho, a Alvarez & Marsal, que tem como clientes grandes empresas de alto perfil.

Lira só aguarda a coleta das 171 assinaturas necessárias pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que afirmou hoje que seriam necessárias apenas mais 30, uma vez que a base da esquerda já somariam 141 endossos.

A informação é do portal de notícias O Antagonista que, por ser defensor da Lava Jato e do ex-juiz, alguns concluem que foi iniciada a contagem regressiva para a sua queda.

As assinaturas faltantes seriam justamente as da base de apoio ao governo Bolsonaro, que mostrou-se favorável à investigação contra o ex-ministro do presidente.

Prova disso é que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) aplaudiu a sugestão do Partido dos Trabalhadores para a criação da comissão que investigará a atuação de Sergio Moro na empresa americana.

Em grupo de WhatsApp, Nogueira postou a matéria divulgada por Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, com uma imagem de mão aplaudindo, mostrado no site com nitidez.

O TCU não conseguiu acesso à remuneração paga pela Alvarez & Marsal a Moro, durante os 10 meses de consultoria, disse O Antagonista acrescentando que o tribunal não tem jurisdição sobre contratos privados sem o envolvimento de recursos públicos.

O portal informou também que a CPI não se limitará ao contrato de Moro com a Alvarez & Marsal, mas teria um outro objetivo de usar as informações do advogado Rodrigo Tacla Duran para avançar sobre o escritório de advocacia de Rosângela Moro, quebrando o sigilo bancário, telefônico e telemático dela, do sócio Carlos Zucolotto e de parceiros, tudo com apoio jurídico do grupo de advogados Prerrogativas.

O Antagonista diz ainda que há expectativa de que a CPI dure quatro meses e, depois, o caso seja encaminhado à PGR para denunciar Moro, torná-lo réu e, até mesmo, decretar sua prisão.

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