“Jilmar é Boulos; o PT não viaja a Paris”, diz filósofo

17/11/2020 0 Por Redação Urbs Magna

“Depois de uma reunião nesta terça-feira, ⁦Guilherme Boulos⁩ fecha com ⁦Jilmar Tatto e diz que “apoio do PT é fundamental”

Jilmar Tatto (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) | Imagem reprodução

Em vídeo, Jilmar Tatto e Guilherme Boulos fazem o “V” da vitória e posam para fotografias demonstrando que o Partido dos Trabalhadores se uniu ao candidato do PSOL em apoio à sua campanha rumo ao segundo turno da eleição municipal da cidade de São Paulo.

No início da gravação, Boulos diz: “Vai, tira uma oficial nossa“, referindo-se à fotografia que registra a união.

Depois, os dois se cumprimentam para outro registro e um jornalista pergunta a Boulos qual a importância desse apoio do PT para a campanha. “É fundamental“, responde o candidato.

“Nós estamos, não só recebendo esse apoio do Partido dos Trabalhadores, que tem um enraizamento na periferia de São Paulo inquestionável, forte, com lideranças, com movimentos sociais construídos ao longo da história, mas também estamos construindo o movimento, né Jilmar?”, disse

O pessolista afirmou que a ideia surgiu a partir de uma reunião em que foi definido o nome do movimento ‘Agora é Boulos’, tendo sido uma iniciativa de Tatto e do deputado federal Carlos Zarattini, líder do PT na Câmara.

Segundo Boulos, a ideia é mobilizar a militância que votou em Tatto no primeiro turno.

Boulos disse ainda que Tatto fez uma campanha extremamente leal e acrescentou que “o que tentaram botar de casca de banana pra gente se bater, pra um bater no outro… Tanto eu quanto o Jilmar tivemos sempre a compreensão que fazemos parte do mesmo campo popular e democrático“.

O vídeo foi compartilhado pelo jornalista Leonardo Attuch, editor do portal Brasil 247, que escreveu a seguinte mensagem: “Depois de uma reunião nesta terça-feira, ⁦Guilherme Boulos⁩ fecha com ⁦Jilmar Tatto e diz que “apoio do PT é fundamental”.

O filósofo carioca Roberto Ponciano retuitou a publicação de Attuch e disse que “Jilmar é Boulos, o PT não vai a Paris!”, referindo-se à viagem de Ciro Gomes à capital francesa durante a segunda fase da eleição presidencial de 2018, quando Fernando Haddad foi ao segundo turno com Bolsonaro.

Na ocasião, Haddad tinha esperança de convencê-lo a integrar sua equipe, em uma tentativa de formar uma frente em defesa dos valores democráticos, contrapondo-se ao então rival candidato pelo PSL.

O assunto bombou nas redes sociais e na imprensa. A ausência de Ciro no segundo turno foi entendida como uma recusa em participar de um movimento mais amplo contra Bolsonaro. Carlos Lupi, então presidente do PDT, anunciou “apoio crítico” a Haddad sinalizando que a sigla não iria subir no palanque do candidato do PT.

Assista às declarações de Boulos ao lado de Tatto:

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