Indicativo de fraude nas eleições da Bolívia, a poucas horas de ser iniciada

18/10/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Novo sistema de contagem de votos é descartado pelo TSE e Evo Morales diz que atitude levanta suspeitas

No Twitter, Evo Morares disse que é “altamente preocupante o TSE deliberar a suspensão do sistema de Divulgação de Resultados Preliminares (Direpre). Fizemos comentários públicos que não foram respondidos em tempo hábil. Essa decisão de última hora levanta questões sobre suas intenções“.

Salvador Romero, presidente do Tribunal Eleitoral da Bolívia (TSE), argumentou que o sistema não garante segurança na difusão completa dos dados, uma crítica já referida pelo MAS (Movimento ao Socialismo), partido do presidente boliviano legitimamente eleito em 2019, mas que acabou sendo forçado a renunciar ao mandato após intervenção da OEA (Organização dos Estados Americanos) e do próprio tribunal.

Ambos alegaram a ocorrência de ilegalidades na apuração dos votos que elegeram, no ano passado, o indígena que quadriplicou o PIB boliviano. O TSE da Bolívia decidiu não utilizar o novo sistema informatizado de contagem rápida de votos a apenas algumas horas antes do início das eleições presidenciais. A informação veiculada pelo jornal Página Siete.

Luis Arce à direita de Evo Morales

O novo sistema Direpre (Divulgação de Resultados Preliminares), que antes foi apresentado pelo TSE, foi criticado pelo candidato do MAS, Luis Arce, entre outros, devido ao atraso na publicação das fotografias dos boletins de urna. De acordo com as novas regras, as fotos só poderiam ser publicadas após verificação nos centros de processamento de dados.

“Nas últimas semanas, o TSE realizou testes e simulações do Direpre e gostaríamos de informar ao país que os resultados dos testes não nos permitem ter segurança em uma difusão completa dos dados que ofereçam certeza ao país. É por isso que, com seriedade técnica e motivado pela responsabilidade, o TSE decidiu retirar o Direpre do dia da votação”, explicou Romero à mídia.

Salvador Romero, presidente do TSE da Bolívia

O presidente do TSE garantiu, no entanto, que a contagem dos votos será realizada de acordo com a lei, de forma segura e transparente, e que todos poderão observar o processo de contagem dos votos.

“Qualquer cidadão poderá fotografar os boletins de urna, as organizações políticas que possuem delegados têm direito a uma cópia do boletim, e a contagem e escrutínio serão realizados em público”, disse Romero.

A autoridade indicou que a Bolívia enfrenta uma escolha complexa e delicada, que exige total certeza dos dados. Neste contexto, defendeu que o TSE realizou testes e simulações do Direpre nas últimas semanas, e que os resultados obtidos não permitem a segurança da divulgação completa dos dados.  

Romero argumentou que por isso os resultados do processo eleitoral se basearão “exclusivamente” na contagem oficial, que será “transparente, segura e verificável”, baseada em sete elementos.  Os pontos citados por Romero são:

  • 1) Será aberta a todos os cidadãos,
  • 2) qualquer cidadão pode fotografar as atas,
  • 3) os delegados dos partidos têm direito a uma cópia das atas,
  • 4) o cálculo e o escrutínio público que farão o TSE e os TEDs estarão abertos para o controle e supervisão das partidas, missões de observação e plataformas de observação local,
  • 5) o início do cálculo está previsto para as 18h00,
  • 6) os resultados no sistema informatizado serão verificável “minutos a minutos” e “mesa a mesa” e
  • 7) o cálculo é mantido em uma cadeia de custódia segura. 

De acordo com o presidente do TSE, a fim de comunicar os resultados oficiais, o trabalho será feito “toda a noite de domingo [18] e tantas horas na segunda-feira [19] quantas forem necessárias“.

Mais de sete milhões de bolivianos são chamados às urnas no domingo (18) para eleger o novo presidente do país, o culminar de um longo processo para restaurar a ordem constitucional após o golpe de Estado que depôs o ex-presidente Evo Morales.

Centro Carter diz que informação sobre eleições serão privilegiadas

Impedido de Votar

Evo Morales não poderá exercer seu direito de voto, não porque se encontra exilado na Argentina, pas porque foi impedido pela Justiça da Bolívia. 

Às 07:40 da manhã, horário local, O ex-presidente golpeado postou em seu perfil social do Twitter:

“Irmãs e irmãos: Convidamos você a exercer pacificamente seu direito de voto, como sempre foi e é a vocação do povo boliviano para fazer do dia das eleições um feriado democrático”.

Evo Morales e cão – imagem do perfil no Twitter

Com informações do Página Siete e Twitter

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