Com alta de 1,35% nesta quinta-feira (19/fev), o índice da B3 reforça a resiliência da atividade doméstica e atrai olhares globais para o Brasil como destino preferencial de capitais em 2026
Brasília (DF) · 20 de fevereiro de 2026
O principal índice acionário do país, o Ibovespa, registrou ganho expressivo de 1,35% nesta quinta-feira (19/fev), encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos.
A alta de 2.518,11 pontos ocorreu após três sessões de recuo e manteve o indicador a poucos passos do recorde de fechamento registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos — o 11º recorde histórico apenas em 2026.
O volume negociado alcançou robustos R$ 29,1 bilhões, com o índice oscilando entre a mínima de 185.927,99 e a máxima intradiária de 188.687,12 pontos.
Essa performance consolida a narrativa de um mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos sólidos, mesmo em contexto externo marcado por tensões geopolíticas.
Analistas destacam o papel decisivo da alta de mais de 2% no petróleo internacional, impulsionada por riscos entre Estados Unidos e Irã, que beneficiou diretamente a Petrobras (PETR4 subiu 1,67%) e a PRIO3 (avanço de 2,14%).
O setor bancário também liderou ganhos, com Banco do Brasil (+2,48%), Bradesco (+2,01%), Itaú Unibanco (+1,17%) e Santander (+1,28%), refletindo forte fluxo de investidores estrangeiros.
“O fluxo estrangeiro é forte, beneficiando sobretudo a Petrobras, que surfa a alta nas cotações do petróleo e os bancos, além de outras blue chips, que formam a preferência dos investidores institucionais do exterior”, observou Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos.
Paralelamente, o dólar comercial recuou 0,25%, cotado a R$ 5,227, enquanto o IBC-Br de dezembro — a “prévia do PIB” do Banco Central — mostrou queda mensal de apenas 0,2%, resultado mais brando que o projetado e sinal claro de resiliência.
Rodolfo Margato, da XP Investimentos, apontou “sinais predominantemente positivos” no quarto trimestre, reforçando a leitura de atividade sustentada.
Esse movimento não é isolado. Em 2026, o Ibovespa já renovou máximas históricas mais de dez vezes, com picos acima dos 190 mil pontos intradiários em 11 de fevereiro, segundo o g1.
A entrada robusta de capitais estrangeiros — mais de R$ 12 bilhões apenas nos primeiros 20 dias de janeiro — reflete confiança renovada na estabilidade macroeconômica promovida pela gestão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reforma tributária aprovada, a inflação acumulada mais baixa dos três primeiros anos de governo desde a redemocratização e o nível recorde de emprego formal consolidam o Brasil como “queridinho” dos investidores globais.
Aliados do governo celebram o cenário como validação das políticas econômicas. Em registros recentes de desempenhos semelhantes, o senador Humberto Costa (PT-PE), 2º vice-presidente do Senado, atribuiu a alta da Bolsa e a queda do dólar ao “aumento da confiança na economia” e à “condução da política econômica do governo”.
Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Carlos Zarattini (PT-SP) ecoaram o otimismo, destacando emprego em alta, inflação controlada e crescimento sustentável.

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