Gustavo Bebianno, ex-ministro e crítico de Bolsonaro, morre em Teresópolis, RJ, aos 56 anos

14/03/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Gustavo Bebianno, ex-secretário geral e crítico ferrenho de Jair Bolsonaro, morreu na manhã deste sábado (14), aos 56 anos, em seu sítio em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro, por volta das 04:30h, de acordo com informação do presidente estadual do PSDB, Paulo Marinho. Bebianno, que também era pré-candidato à Prefeitura do Município do Rio de Janeiro pelo PSDB, estava junto com um caseiro e seu filho quando disse que estava passando mal e foi ao banheiro para tomar um medicamento e, minutos depois, caiu e bateu a cabeça tendo sido levado ao hospital da cidade em que se encontrava, mas não resistiu.

Gustavo Bebianno Rocha foi um advogado brasileiro e foi secretário-geral da Presidência da República. Em 2014, Gustavo dispos seus serviços como advogado para o até então deputado federal Jair Bolsonaro, o que foi recusado de início. Entretanto, em 2017 sua ajuda foi aceita visando seu apoio na campanha presidencial.

Gustavo Bebianno ficou mais conhecido do púbico à partir de seu relacionamento com Bolsonaro, de quem se aproximou ainda antes da campanha presidencial de 2018, quando ofereceu auxílio jurídico.

Antes da vitória de Jair Bolsonaro nas urnas, Bebianno fez manobras para tirar sua candidatura do Patriota (51) e levá-la ao PSL (17) de Luciano Bivar, obtendo êxito e lhe garantindo a vaga de presidente interino do partido sendo nomeado, em seguida, para o primeiro escalão do governo com gabinete no Palácio do Planalto.

Após o escândalo das candidaturas laranjas, conhecido como ‘Laranjal do PSL’, Bebianno acabou demitido no dia 18 de fevereiro de 2019, cuja exoneração foi antecedida por troca de farpas com Carlos Bolsonaro, o Carluxo ou ‘Zero Dois’, como era chamado pelo clã.

O desentendimento entre Bebianno e Carluxo bombou na imprensa e Bebianno foi conversar com Jair Bolsonaro, mas o Zero Dois foi às redes sociais negar que a conversa tinha existido. Pela negativa do filho do presidente, Bebianno revelou o teor de mensagens trocadas e sua demissão foi anunciada após 5 dias do escândalo.

No programa Roda Viva, no início deste mês, dia 02 de março, o ex-ministro referiu-se ao episódio que o levou a deixar o governo como desleal, traiçoeiro e mentiroso. Ainda, criticou duramente a política bolsonarista afirmando que teme uma ruptura institucional em função da agressividade diária e dos ataques à imprensa feitos pelo presidente Bolsonaro, o que, segundo o ex-ministro, pode provocar um final trágico.

Assista ao vídeo com Gustavo Bebianno no Rova Viva há 12 dias atrás:

Há um ano, de acordo com publicação da Veja reproduzida no GazetaWeb, Bebianno entregou cartas a conhecidos e disse: ‘Se algo acontecer comigo, abram‘.

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, está com medo do que pode acontecer com ele após escândalo envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o PSL“, escreveu a redação da mídia conforme foi reportado pela coluna Radar, da Veja, por conta das ameaças que vinha.

A matéria diz que o político escreveu cartas a duas pessoas próximas, contendo os nomes de quem estaria interessado em lhe fazer mal: “Se algo acontecer comigo, abram“, disse Gustavo Bebianno.


Atualizado em 14/03/2020 às 13:20 GMT – com informações d’O Globo, Folha. Canal Roda Viva YouTube, Brasil 247 e GazetaWeb

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