Governo Bolsonaro corta recursos atingindo Butantan e Fiocruz em plena pandemia

27/01/2021 1 Por Redação Urbs Magna

Redução sem precedentes de quase 70% da cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica causará prejuízos diretos ao combate à Covid-19

O governo Bolsonaro cortou 68,9% da cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica – medida que afeta principalmente as ações desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no combate à pandemia da Covid-19.

O Butantan e a Fiocruz, por exemplo, são os institutos que concentram algumas das principais pesquisas para desenvolvimento de uma vacina brasileira contra o novo coronavírus.

A mudança no benefício, com prejuízos diretos a pesquisas relacionadas ao combate ao novo coronavírus, foi contestada pelo CNPq, que pediu aos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações, ao qual está vinculado, uma recomposição da cota de importação aos valores de 2020.

Os principais importadores em 2020 foram os institutos públicos dedicados ao combate à pandemia, como Butantan, Fiocruz e universidades federais, segundo o presidente do CNPq que reforçou “a necessidade de recomposição da cota de importação de US$ 300 milhões, no mínimo, para garantir as pesquisas tanto da Covid-19 como de outros projetos de grande relevância para o país”, afirmou o presidente do CNPq em divulgação feita pelo jornal Folha de São Paulo.

Para 2021, serão apenas US$ 93,29 milhões. Assim, o valor estipulado para 2021 não supriria nem os projetos dedicados ao combate à pandemia.

“Fiocruz e Instituto Butantan lideram a fabricação de vacinas no Brasil para o enfrentamento da Covid-19, tendo contado com o importante apoio do CNPq e da cota de importação para aquisição de insumos e bens destinados à pesquisa”, afirmou o órgão.

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