Gleisi: “Bolsonaro não ajuda e ainda atrapalha. Arthur Lira, não feche os olhos para isso!”

06/05/2021 0 Por Redação Urbs Magna
 Foto: Marcos Corrêa/Presidência

A deputada federal criticou o presidente por seu “novo ataque à China” e questionou sobre “o que ele pretende”

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, se indignou com a atitude do presidente Jair Bolsonaro em insinuar que podemos estar vivendo uma “guerra bacteriológica”.

O presidente brasileiro voltou a fazer ataques à China, nesta quarta-feira (5), durante evento no Palácio do Planalto sobre o 5G, onde afirmou que o coronavírus “é um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica

Bolsonaro também insinuou que a China elevou seu PIB por conta da “nova guerra”.

Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês“.

Gleisi perguntou, no Twitter, “o que Bolsonaro pretende com esse novo ataque à China?

Colocar em risco o fornecimento pro Brasil dos insumos chineses para produção de vacinas?“, questionou.

Estamos perigando ficar sem por causa de Bolsonaro. Ele não ajuda e ainda atrapalha. Arthur Lira, não feche os olhos para isso!“:

Apesar do presidente não ter citado nomes, a China foi o único país a crescer durante 2020, com um aumento de 2,3% em seu Produto Interno Bruto (PIB).

O coronavírus foi detectado inicialmente no país asiático, mas ainda há dúvidas sobre a sua origem. 

Depois, o presidente afirmou que “não falou a palavra China” no discurso e que o Brasil vai continuar vendendo para o país asiático e que a China “precisa comprar o que produzimos aqui”.

Após realizar uma missão na China, a OMS divulgou em março um relatório que afirma que o novo coronavírus muito provavelmente foi transmitido de morcegos para os humanos por meio de um outro animal. A única exceção é a hipótese de que o patógeno teria escapado do Instituto de Virologia de Wuhan. De acordo com a missão de especialistas é “extremamente improvável” que isso tenha acontecido.


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