Gilmar detona a República de Curitiba: “Conversa de procuradores ou de gente do PCC?”; “Nazifascismo?”

28/02/2021 0 Por Redação Urbs Magna

“Forjaram provas; E qual a certeza de que vários inquéritos não foram feitos dessa maneira? indaga o ministro do STF com a seriedade que dá o tom de como deverá ser o julgamento da suspeição de Moro, e possivelmente outras, prometido para o final do semestre: “Tudo isso é muito chocante”

Gilmar Mendes em entrevista à Tribuna do Norte | Imagem reprodução

“Essas novas revelações … Havia uma ideia talvez de se fazer política via perseguição criminal. Isso resultou em quê? No esfacelamento do sistema político tradicional e facilitou a eleição do presidente Bolsonaro, com esse discurso da antipolítica e também de figuras como este deputado, que atacava as instituições”, diz o ministro do STF em um dos trechos da entrevista à Tribuna do Norte, disponibilizada em Canal do YouTube.

“(…) nós vivemos um momento muito curioso após aquele transe de 2018. Isso se fez de que forma? Com um grupamento de promotores e juízes e aliança com a mídia. É preciso dizer isto e sempre tenho chamado a atenção dos seus colegas responsáveis ​​por isso. A mídia de alguma forma foi aliada desse modelo, que se imaginava estar renovando o Brasil. Hoje estamos aprendendo que no fundo era uns tiranetes, sujeitos que pouca visão da democracia, pouco compromisso com o Direito e, certamente, muito interesse no seu próprio empoderamento. O conteúdo das mensagens às vezes dão asco”, diz Gilmar Mendes em outra resposta à pergunta de um dos jornalistas.

“(…) essa delegada que teria falsificado depoimento. O que isso significa? Conversa de procuradores ou é conversa de gente do PCC? Tudo isso é muito chocante”, enfatiza.

“Isso tem a ver com algum tipo de padrão civilizatório? Ou indica, na verdade, um nazi-fascismo? Isso precisa ser olhado com muito cuidado. E essa gente é que estava alimentando uma chamada nova política, vazando depoimentos para conduzir no processo eleitoral. Tudo isso que os senhores conhecem e nós estamos fazendo uma revisão disto”, afirma Gilmar Mendes.

“(…) já propus que a Lei de Abuso de Autoridade recebesse o nome “Lei Cancellier”, em referência ex-reitor de Santa Catarina [que foi acusado e cometeu suicídio]. Desde o começo, tenho dito que este é um caso vergonhoso. Agora se comprova de maneira muito mais grave, que forjaram provas. A que ponto chegou as pessoas que agirem assim. E qual a certeza de que vários inquéritos não foram feitos dessa maneira? Como confiar em instituições como a Polícia Federal ou Ministério Público diante disso?”, indaga o ministro após suas considerações sobre a Justiça.

Assista ao vídeo:

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