‘Gabinete do ódio respira’, diz Valente sobre ‘vacilo’ do relator ao votar por absolvição da chapa Bolsonaro-Mourão

27/10/2021 0 Por Redação Urbs Magna
‘Gabinete do ódio respira’, diz Valente sobre ‘vacilo’ do relator ao votar por absolvição da chapa Bolsonaro-Mourão

Luis Felipe Salomão propôs tese para futuras condenações por disseminação de mentiras contra candidatos rivais| Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE / Ao fundo, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão ao lado do presidente Jair Bolsonaro, e o deputado federal, do PSOL-SP, Ivan Valente | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A ‘CPI foi firme’, mas o ‘TSE vai se acovardar?’, questiona o deputado federal após a sessão ter sido suspensa com o placar de três votos a zero, em favor dos candidatos de 2018. Mas cassação ainda pode acontecer – ENTENDA

O “gabinete do ódio respira“, define o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) sobre a sessão do TSE que, nesta terça-feira (26) iniciou votação que avalia se a chapa Bolsonaro-Mourão foi beneficiada por disparos em massa de fake news, no último pleito presidencial de 2018.

De acordo com o parlamentar, relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, “reconhece fake news em massa, mas vacila e vota pela absolvição da chapa Bolsonaro-Mourão“.

Após longo voto, Salomão indicou que os responsáveis pela denúncia não tinham provas.

Ivan Valente também afirmou que ele alegou “dúvidas sobre gravidade e sobre anuência dos candidatos” e que a sessão foi “suspensa com 3 a 0 pela absolvição“.

Os resultados até aqui são catastróficos em clara intenção de destruir o ambiente democrático”, disse Salomão em trecho do longo texto de seu voto. Depois, ele citou o ministro Alexandre de Moraes para mostrar que houve real possibilidade de uma associação criminosa e lembrou o ‘gabinete do ódio’ que postava notícias falsas direcionadas ao STF.

Penso que as evidências saltam aos olhos, quando as provas analisadas como um todo”, declarou. “O conjunto comprobatório não deixa margem para dúvidas de que a campanha vencedora usou o WhatsApp para promover disparos em massas”.

“Penso não haver margem para dúvida, ato abusivo a promoção de disparo em massa em aplicativo de mensagens instantânea. E ainda mensagens falsas contra seus adversários políticos”, afirmou no voto.

A amostra da fala inicial do relator demonstrava que o ministro votaria pela condenação e cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, mas não foi o que ocorreu.

O posicionamento de Salomão foi acompanhado pelos ministros Mauro Campbell Marques e Sérgio Banhos. Assim, são três votos contrários à cassação da chapa. O julgamento  deverá ser retomado no próximo dia 28.

A expectativa da defesa e do Centrão é de que a maioria opte por arquivar o processo. O próprio vice já disse que não acredita que acontecerá algo.

Mas pelo menos três ministros querem cassar Bolsonaro e a decisão ainda não pode ser prevista.

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