Fux deve se reunir com os Três Poderes para que Braga Netto e Bolsonaro afinem o discurso

30/07/2021 1 Por Redação Urbs Magna
Fux deve se reunir com os Três Poderes para que Braga Netto e Bolsonaro afinem o discurso

As meaças golpistas do general ministro da Defesa e as falas do presidente contra o processo eleitoral levaram a paciência de ministros a seu esgotamento

Pressionado a se manifestar sobre as ameaças golpistas que agora também partem da Esplanada dos Ministérios, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, deve discursar na segunda-feira (2), em defesa da democracia, destacando que os Poderes não podem extrapolar o seu papel no Estado de Direito, quanto também dará resposta à tentativa de intimidação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, que mandou um interlocutor avisar o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que não haveria eleições de 2022 se não fosse aprovado o voto impresso.

De acordo com o Estadão, o ministro está pensando em citar o general, ainda que em declaração genérica para evitar despertar animosidade no meio militar, para sinalizar aos outros Poderes e à caserna o comprometimento do Supremo com a estabilidade democrática.

Em declaração sobre o assunto, o vice-presidente do TSE, ministro Edison Fachin, afirmou que “o sistema eleitoral do País encontra-se desafiado pela retórica flagiciosa, perversa, do populismo autoritário”. Depois, na quinta-feira (29), o ministro presidente da mesma Corte, Luis Roberto Barroso criticou “voto impresso”: “O discurso de que se eu perder houve fraude, é um discurso de quem não aceita a democracia”. Mais tarde, Bolsonaro foi convocou as mídias para trasmissão de sua live prometendo apresentar provas de que as eleições de 2014 e 2018  foram manipuladas, mas acabou admitindo, de forma cômica, não ter provas, mas apenas “indícios”.

Em cerca de duas horas de live, retransmitida pela TV Brasil, ele usou uma série de alegações falsas para contestar a segurança da urna eletrônica, além de repetir ataques ao TSE e ao ministro Barroso, presidente da Corte eleitoral.

Durante o discurso de Bolsonaro, o TSE rebateu as acusações por meio de checagens enviadas à imprensa. 

Comente