Fonte do JN diz que vídeo de Bolsonaro prova interferência na PF para proteger filhos

13/05/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – O Jornal Nacional desta terça-feira (12) abordou o assunto do vídeo da reunião ministerial no qual estaria a prova mencionada por Sergio Moro quando acusou o presidente do Brasil de tentar interferir politicamente nas investigaçõs da Polícia Federal. No material, em posse do STF, Bolsonaro teria demonstrado preocupação em ter sua família prejudicada, ocasião em que “usou um palavrão“, conforme destacou o apresentador do telejornal, Willian Bonner.

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Delegados, procuradores, Sergio Moro e seu advogado se reuniram nesta terça-feira para assistir ao vídeo que está no epicentro da crise política“, disse Renata Vasconcellos.

Segundo pessoas que viram a gravação, o presidente Jair Bolsonaro usou um palavrão ao dizer que queria a troca da PF do Rio porque não iria esperar que a família dele fosse prejudicada”, disse Willian Bonner, “e que se não houvesse essa mudança trocaria o Diretor-Geral da PF e o próprio Ministro da Justiça“, completou Renata Vasconcellos.

Quatro pessoas que assistiram ao vídeo confirmaram à TV Globo que Bolsonaro estava exaltado na reunião e que o presidente mencionou preocupação com familiares ao tratar da troca na Superintendência da PF no Rio”, disse Camila Bomfim em reportagem gravada em Brasília para o JN.

Essas fontes afirmaram que Bolsonaro soltou um palavrão, disse que não ia esperar que a família fosse prejudicada e queria a troca no Rio, caso contrário iria demitir o Diretor-Geral da PF e o Ministro da Justiça“, continuou Camila dizendo mais a seguir:

As fontes relataram que Bolsonaro se referiu à Superintendência como segurança no Rio mas, segundo ela, num contexto em que claramente estava tratando da chefia da PF no estado“.

Tudo o que Bolsonaro ameaçou fazer na reunião, segundo as fontes, de fato aconteceu dias depois: exonerou o Diretor-Geral da PF, Maurício Valeixo, no mesmo dia Moro pediu demissão e acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF, Bolsonaro nomeou o amigo da família, Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, pra ocupar a diretoria-geral da Polícia Federal”.

Impedido pelo STF de nomear Ramagem, o presidente nomeou o delegado Rolando Alexandre de Souza, subordinado a Ramagem na Abin, pra comandar a PF. O primeiro ato de Rolando foi mudar o Superintendente da PF no Rio”.

JN 12 de maio de 2020. Assista

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