Filho de Mourão é nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil sem Bolsonaro saber. Tá ‘p’ da cara até agora

08/01/2019 0 Por Redação Urbs Magna

Banco do Brasil confirmou a nomeação do filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, para o cargo de assessor especial da presidência na instituição. Ele foi promovido nesta segunda-feira, 7, mesma data de posse do novo presidente do banco, Rubem Novaes.

O banco explica, em nota à imprensa, que o cargo é de “livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco”.

Novaes afirmou, em nota, que o funcionário Antônio Hamilton possui “excelente formação e capacidade técnica”. “Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”, destacou o novo presidente do BB.

Rubem Novaes
O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes Foto: Dida Sampaio/Estadão

Já o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira, 8, que o filho foi promovido por ter “mérito”. Antes assessor empresarial da área de agronegócios do Banco do Brasil, o filho do general da reserva foi nomeado assessor especial da presidência do banco com o salário três vezes maior do que recebia. “(Meu filho) possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente oor ser meu filho”, afirmou Mourãoo.

Antônio Hamilton, conforme informações do BB, é funcionário com 18 anos de casa e trabalhava há 11 anos como assessor na Diretoria de Agronegócios. Formado em Administração de Empresas, Rossell Mourão possui pós-graduações em Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável.

O novo posto do filho de Mourão equivale a uma cadeira de um executivo no banco com um salário de cerca de R$ 36 mil, segundo fontes. A renda do posto anterior gira entre R$ 12 mil e R$ 14 mil, dependendo da carga horária de seis ou oito horas, conforme as mesmas fontes.

Na intranet do banco, funcionários também se queixaram da nomeação de Antonio Mourão para o cargo. Nos mais de 250 comentários na notícia do novo presidente, grande parte criticava e, inclusive, trazia trecho das normas de conduta interna, como “conduzir sua carreira no banco sem recorrer à intermediação de terceiros”

Bolsonaro teria ficado irritado com a divulgação da promoção do filho do Mourão para o cargo no Banco do Brasil com salário de R$ 36 mil; “Integrantes do núcleo duro de Jair Bolsonaro garantem que o presidente ‘não sabia do caso’ e que se sente ‘traído'”

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