Ex-comandante foi demitido porque não quis exonerar de posto estratégico coronel dos cartôes corporativos de Bolsonaro

General Júlio César de Arruda recusou ordens de Lula para exonerar o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, conhecido como Coronel Cid, do comando de unidade militar que realiza ações estratégicas, como debelar ameaças a Brasília

O presidente Lula decidiu demitir o general Júlio César de Arruda do cargo de comandante do Exército. Segundo ministros palacianos, a gota d’água teria sido a recusa do militar em exonerar o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, conhecido como Coronel Cid, de um posto de comando sensível em Goiânia.

Chefe supremo das Forças Armadas, Lula teria ordenado a demissão do bolsonarista após o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, revelar que o ex-ajudante de ordens operou uma espécie de caixa 2 com recursos em espécie que eram usados, inclusive, para pagar contas pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de familiares dela, informa o Metrópoles.

Cid havia sido nomeado, no apagar das luzes do governo Bolsonaro, para comandar o 1º Batalhão de Ações e Comandos, o 1º BAC, uma das unidades do prestigiado e temido Comando de Operações Especiais, com sede em Goiânia, considerado sensível e estratégico por ter, entre suas atribuições, a de realizar operações de emergência para debelar ameaças a Brasília e, em eventuais situações de guerra, cumprir missões delicadas contra alvos tidos como difíceis.

Ministros lembram que Lula já vinha irritado com o comandante do Exército após avaliar que os militares da Força haviam sido coniventes com os golpistas que invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, durante o ‘8 de Janeiro‘, e com os acampamentos bolsonaristas em frente aos quartéis.

Assim, devido ao fato do general Júlio César de Arruda ter se recusado a exonerar o Coronel Cid, Lula mandou demití-lo.

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