Enquanto LULA não vem, a economia do Brasil pode afundar ainda mais neste início de ano

O ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva durante argumentação no Congresso da Força Sindical em São Paulo, em 8 de dezembro de 2021. REUTERS/Carla Carniel


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Os aumentos de preços ao consumidor saltaram mais de 10% em seis anos, desde meados do impeachment de Dilma até 2021, e para este ano deve atingir 11,75%

A economia já enfraquecida do Brasil corre o risco de afundar ainda mais antes das eleições presidenciais de outubro devido à ansiedade com que se espera a votação bem como com os aumentos elevados das taxas de juros, que continuam prejudicando o crescimento.

É o que diz um relatório da agência de notícias Reuters divulgada em pesquisa-reportagem dos correspondentes Gabriel Burin, de Buenos Aires/AR, e Tushar Goenka, de Bangalore/IN, em matéria editada por Ross Finley e Susan Fenton.

Para o ano de 2022, a previsão da inflação é de 5,8%, o que novamente ultrapassa a meta oficial de 5,0%, diz o texto da reportagem. Os aumentos de preços ao consumidor saltaram mais de 10% em seis anos, desde meados de 2016, quando do impeachment da ex-presidente Dilma, até 2021. E para este ano, deve atingir 11,75%.

A atividade econômica voltou a registrar negativo no ano passado, após recuperação da queda imposta por medidas contra a pandemia amplificada pela combinação de inflação alta e desemprego, o que continua sendo uma ameaça.

Agora, a disseminação da Omicron promete ser um fardo extra. O Brasil sofre um aumento acentuado nos casos à medida em que a variante se espalha, pressionando os serviços de saúde e pesando sobre uma economia já estagnada.

Os jornalistas apontaram a insuficiência de testagens e o blecaute de dados como as causas principais para a dificuldade de se rastrear a disseminação altamente contagiosa, enquanto há sinais claros de que o Brasil está sendo atingido com força.

Paralelamente, o presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob fogo intenso devido à sua má gestão da crise da saúde e da economia, podendo perder já no primeiro turno da eleição para o líder das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva, que depois de já ter estabelecido um distanciamento percentual de quase o dobro em relação ao segundo colocado, agora apresenta um plano de governo que promete devolver a dignidade dos trabalhadores brasileiros através da revisão da reforma trabalhista.

Na economia, uma escassa expansão do PIB (produto interno bruto), que deve aumentar tão somente 0,7%, segundo estimativa de 36 especialistas consultados pela Reuters, mas o economista Roberto Secemski, do banco Barclays, acha que será ainda pior: 0,3%.

A política monetária rígida e a combinação de riscos fiscais e políticos em ano eleitoral devem contribuir para uma desaceleração significativa do crescimento em 2022”, opina.

O banco britânico estima que o investimento cairá 4,3%, em forte reversão do aumento de 14,0% do ano passado, e que as empresas vão aguardar até que o resultado da votação fique mais claro. Nesse tempo, os gastos das famílias aumentariam apenas 0,8% em comparação com 3,9% em 2021.

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