Em entrevista à DW, epidemiologista brasileira fica sem resposta e pede ajuda a sociólogos

22/02/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Repórter alemão: “Como os brasileiros, com esse número de mortes, não se revoltam; não se insurgem?” Epidemiologista: “Eu não sei!” | Entenda:

A Doutora em Epidemiologia e professora da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), Ethel Maciel, comentou em seu perfil do Twitter que não soube responder uma pergunta feita por um jornalista alemão da mídia DW durante uma entrevista que até o fechamento desta matéria ainda não foi ao ar.

Segundo Ethel, que também se classifica como ativista, o entrevistador, indignado com a crise de saúde brasileira por conta da má gestão do governo durante a pandemia, perguntou: “Como os brasileiros, com esse número de mortes, não se revoltam; não se insurgem?” E a resposta da epidemiologista foi: “Eu não sei!”

No mesmo tom de indignação do repórter do DW, Ethel comentou na rede social que talvez devesse buscar ajuda de algum sociólogo para explicar a passividade do povo brasileiro:

Eu dei uma entrevista agora para o @dw_brasil e a pergunta que não soube responder. Talvez algum sociólogo posso me ajudar. O jornalista (da Alemanha) me pergunta: Como os brasileiros com esse número de morte não se revoltam? Não se insurgem? Minha resposta: -eu não sei…

Mais cedo, Ethel ironizou a morosidade do Governo Bolsonaro para a aquisição de insumos e vacinas ao compartilhar notícia de que o Ministério da Saúde aguarda decisão do Planalto para a compra das vacinas da Janssen e Pfizer. O lead para a matéria do Poder 360 destaca ‘inflexibilidade das empresas’, a ‘pasta não consegue cumprir exigências’ e quer orientação sobre negociações’: “Sem pressa, gente, só estamos com dez meses de atraso”, disse a doutora antes de perder a calma e afirmar: “Que desculpa esfarrapada para a incompetência!”:

Sem pressa gente, só estamos com dez meses de atraso nessa negociação. O Brasil realmente tem muito prejuízo, os mesmos dos países do G7 que compraram as vacinas. Que desculpa esfarrapada para a incompetência!

Sempre alerta aos movimentos em sua área, Ethel comentou o desastre da administração da pandemia pelos governos:

“Os estados querem aplicar as mesmas fórmulas do ano passado para a pandemia que está acontecendo agora. O vírus mudou, aprendeu e transformou as chances que tinha. As estratégias (humanas) continuam as mesmas. Os mapas com indicadores dos estados não mudaram. Chance de dar certo?”

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