Em Berlim, ativista brasileiro se veste de morte em protesto contra Bolsonaro

05/04/2021 0 Por Redação Urbs Magna

De acordo com Rafael Puetter, falta estratégia no combate à covid-19 no Brasil e ele espera que seu gesto gere uma ação global contra o país que permite o surgimento de variantes que estão ameaçando todo o planeta

Ativista brasileiro vestido de morte caminha todas as noites durante horas. O objetivo é chamar atenção para a falta de estratégia no combate à covid-19 no Brasil.

Rafael diz que “quis personificar a morte, essa entidade, uma funcionária oficial do governo brasileiro, porque, basicamente, o governo está trabalhando para promover a morte”.

“Mas a minha morte está cansada”, diz o ativista.

Para simbolizar a situação trágica, Rafael Puetter usa uma semente de girassol para cada vida brasileira perdida todos os dias.

“Na cultura popular elas representam a vida”, diz Puetter.

“E eu queria transformar essa flor, esse luto em algo bom, algo positivo, algo edificante para nos dar esperança de dias melhores”, afirma.

“A ideia é transformá-las em vida e em algo sustentável”.

Ele quer plantar as sementes em frente à embaixada do Brasil em Berlim, como um memorial.

Rafael espera que seu protesto, transmitido online e ao vivo todas as noites, estimule a ação global.

“Devemos estar atentos que tanto a questão da Amazônia, quanto a da covid-19, não dizem respeito apenas aos brasileiros. Elas se relacionam com todos nós, com o mundo inteiro. E que talvez não sejamos capazes de desfazer esses danos”, diz Puetter.

“É um risco para todos nós, pois as possíveis mutações, em um ambiente tão livre para o vírus, podem afetar a todos nós. Não vai ficar só no Brasil”, diz o ativista.

Do DW

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