Eleições Peru: Pedro Castillo mantém vantagem na apuração que já chega a 99,998%

10/06/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Eleições Peru: Pedro Castillo mantém vantagem na apuração que já chega a 99,998%

Contagem ONPE tem 100% dos votos do exterior apurados, o que mantém o Peru Libre na liderança do processo eleitoral, com 50,204%, ou seja, 0,408% de vantagem sobre Keiko, que tem 49,796%

No Peru, a contagem oficial da ONPE (Oficina Nacional de Processos Eleitorais) já apurou 100% dos votos do exterior, o coloca o partido de Pedro Castillo, o Movimento Político Regional do Peru Livre, na frente da disputa, com 50,204%, ou seja, 0,408% de vantagem sobre Keiko Fujimori, que tem 49,796%.

Em número de votos, Castillo tem 8.791.778 e Keiko 8.720.337, o que dá uma diferença de 71.441 votos a favor do candidato da esquerda.

Os resultados estão próximos da contagem rápida da Ipsos Peru, no dia 6 de junho às 22h, em que Pedro Castillo foi o vencedor, com 50,2% contra 49,8% de Keiko Fujimori, com uma diferença de 0,4%.

Até ontem, as esperanças do Fuerza Popular – partido de direita fundado em 2011 pela filha de Alberto Fujimori, baseavam-se nos votos do exterior, mas como alertam os especialistas, a contagem de 100% não influenciou os números e tudo indica que a diferença vai aumentar porque o que falta na contagem são os das áreas mais remotas do país, onde o Peru Libre tem o maior apoio.

Neste ponto da contagem hé 357 registros contestados e 443 observados,  que estão sendo rapidamente resolvidos por dirigentes do ONPE, escreve o jornal peruano La República.

José Tello, especialista em questões eleitorais, considerou que Pedro Castillo aponta como vencedor, mas é preciso esperar que se resolva o total dos atos impugnados e observados para que A ONPE entregue os resultados oficiais com 100% de efetivação para que o presidente eleito seja proclamado.

Em 1992, dois anos após vencer as eleições peruanas, o pai de Keiko, Alberto Fujimori, dissolveu o Congresso, fechou o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal Constitucional e o Conselho da Magistratura, em colaboração com as Forças Armadas, no conhecido “Autogolpe de 1992”.


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