Efeito Bolsonaro: Comércio tem mais lojas fechadas no 1º trimestre

28/05/2019 1 Por Redação Urbs Magna

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), com base em informações prestadas por empresas formalizadas junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam que no primeiro trimestre de 2019 o número de lojas fechadas no país voltou a aumentar

O comércio varejista voltou a fechar mais lojas do que abrir em meio à crise que derrubou a produção industrial, as vendas do comércio varejista e o volume do setor de serviços no primeiro trimestre deste ano.

O número de lojas fechadas foi de 39 e acende um sinal vermelho para o setor, após um período de cinco trimestres de resultados positivos pode ter terminado.

Segundo o economista-chefe da CNC, responsável pelo estudo, Fabio Bentes, a expectativa era de que 2019 encerrasse com a abertura líquida de 22 mil lojas. “Essa previsão vai derreter como todas as previsões de indicadores têm derretido. Seguramente não vamos ter crescimento no número de lojas e há o risco de que o ano termine com um número negativo”, diz Bentes.

O desemprego recorde, atingindo 13,4 milhões de brasileiros entre 28 milhões no subemprego, além da renda arrochada e os altos juros ao consumidor, reforçam a avaliação do economista da CNC de que este será mais um ano perdido para a expansão do varejo. “Os números mostram que o varejo está indo para o ralo de novo e quem tinha planos de expansão deve estar engavetando”, declarou Fabio Bentes.

Ele lembra que no fim do ano passado, pesquisa feita pela CNC apontava que quase metade dos entrevistados pretendia abrir lojas ou ampliar as existentes. Hoje, esse indicador está abaixo de 40%.

Entre os segmentos que mais fecharam lojas no primeiro trimestre estão o de vestuário e de calçados, cerca de 400. Foi também os que mais demitiram no período: 65,7 mil pessoas, de um total de 101,4 mil funcionários no varejo como um todo.

“O segmento de vestuário é o mais democrático do varejo, tem tíquete médio para todos os bolsos”, afirma Bentes. Para ele, o fato de esse segmento ser o mais atingido revela a grande abrangência da crise.

via Estadão / Blog do Esmael

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