É preciso deter Bolsonaro, antes que leve 1,15 milhão ao matadouro, publica a Folha

28/03/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Estudo de cientistas ingleses, publicado na Folha de São Paulo deste sábado (28), aponta que, mesmo com isolamento social, 44 mil morrerão em cenário com todos seguindo as regras de ouro de uma quarentena bem feita. Mas se nada for feito, será uma tragédia. A equipe, que tem cerca de 30 cientistas especialistas em doenças transmissíveis de Londres, realizou um trabalho, divulgado nesta quinta (26), onde calcularam o número de infectados, pacientes graves e mortos em 5 cenários de disseminação do vírus, aqui no Brasil de Bolsonaro, e concluiram que a adoção de estratégias radicais de isolamento social para conter o novo coronavírus pode salvar mais de 1.150.000 vidas. Nosso presidente está no caminho errado e é preciso detê-lo.

Charge de Adnael – fotomontagem Equipe Et Urbs Magna

Os cientistas também publicaram um estudo para os EUA e Reino Unido com advertências de que o sistema entraria em colapso, se a quarentena não fosse iniciada, o que causou em Boris Johnson uma corrida para conter a pandemia, bem como em Donald Trump.

CENA TRÁGICA 1 1.152.283 MORRERÃO NO BRASIL SE:
… a vida seguir normalmente e, por este erro estimulado por Jair Bolsonaro, o coronavírus contagiará 188 milhões de brasileiros, dos quais 6,2 milhões terão que ser hospitalizados e 1,5 milhão precisará ser internado em UTI.

CENA TRÁGICA 2627.000 MORRERÃO NO BRASIL SE:
… o país afrouxar o caso 1 e adotar tão somente medidas como proibição de eventos, redução na circulação, restrição a encontros, o que tornará a primeira tragédia mais branda e operacionalmente mais viável que as duas seguintes. Nesta cena trágica 2, são infectados 122 milhões de brasileiros, dos quais 3,5 precisarão de hospitalização e 831 mil terão que ocupar uma UTI.

CENA TRÁGICA 3530.000 MORRERÃO NO BRASIL SE:
… forem protegidos apenas os idosos, que é a parcela da população mais suscetível a complicações e óbitos provocados pelo coronavírus. Neste cenário trágico eles só sairiam de casa apenas em situação de absoluta necessidade e isso contribuiria para que fossem infectados 121 milhões de brasileiros, dos quais 3,2 milhões precisariam ser hospitalizados e 702 mil ficariam em estado crítico necessitando de tratamento em UTI.

CENA TRÁGICA 4206.000 MORRERÃO NO BRASIL SE:
… o distanciamento social for aplicado em toda a população, quando seriam feitos testes massivos, através dos quais os casos positivos seriam isolados e os que tiveram contato com eles, monitorados. Assim, seriam contaminados 49,6 milhões de brasileiros, dos quais 1,2 milhão precisariam ser internados em hospitais, e 273 mil teriam necessidade de cuidados intensivos. No pico da pandemia, a necessidade seria de 460 mil leitos de hospital e 97 mil leitos de UTI, mais que o dobro do número de leitos disponíveis no país.

CENA TRÁGICA 544.000 MORRERÃO NO BRASIL, SE:
… o país adotar estratégia semelhante à do cenário 4, mas com medidas aplicadas quando ocorre 0,2 morte por 100 mil habitantes por semana. Por ser o mais rigoroso, é o que mais reduz a sobrecarga dos hospitais e o número de mortes. Seriam infectados pelo coronavírus 11 milhões de pessoas, das quais 250 mil precisariam de hospitalização e 57 mil, de UTI. No pico da pandemia, a necessidade de leitos de hospital seria de 72 mil; de UTIs, 15 mil.

Este último cenário é o único que evita a sobrecarga dos centros de tratamento intensivo. A equipe de cientistas diz que o coronavírus Sars-Cov-2 pode infectar cerca de 80% da população do país, se caminhar livremente. Parte da população não apresentará sintomas ou terá sintomas leves o suficiente para se tratar em casa. 20% precisarão de hospitalização, e 5% dos casos serão graves com necessidade de internação em UTI e uso de aparelhos de respiração. 2,5% não resistirão e entrarão em óbito.

Cientistas desmentem Bolsonaro, que disse que a Itália tem muitos idosos e somente idosos morrem – Em lugares com grande densidade demográfica, como em favelas, a situação pode ser mais grave que a estimada especialmente pela carência sanitária. Neste caso, a incidência de doenças prévias (as chamadas comorbidades) é maior nos países mais pobres, aumentando a vulnerabilidade dessas populações, mesmo sem muitos idosos.

Os cientistas ingleses destacam que a “ação rápida, coletiva e decisiva pode salvar milhões de vidas”. ​


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