Doria: “Vacina será obrigatória” | Bolsonaro: “Vacina não será obrigatória”

18/10/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Posicionamentos opostos dos governos Federal e Estadual confundem cidadãos e podem dar origem a uma nova “Revolta da Vacina”

O governador de São Paulo, João Doria, disse na sexta (16), que a vacina contra a Covid-19 será obrigatória em todo o estado de São Paulo e acrescentou que medidas legais podem ser tomadas para o caso de cidadãos que não queiram receber as doses da droga, o que somente deve acontecer sob orientação médica ou atestado que impeça-os de serem imunizados.

Depois do anúncio de seu ex-aliado, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, manteve sua afirmação feita no final de agosto de que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina” e respondeu ao governador de São Paulo com uma publicação sobre o posicionamento do Governo Federal, que “não recomendará sua adoção por gestores locais”.

O presidente referiu-se, em publicação, ao “art. 3º, inciso III, letra ‘d’ da Lei 13.979/20” que prevê “que o poder público poderá determinar a realização compulsória da vacinação“, mas, segundo Bolsonaro, o Governo “não vê a necessidade de adotar tais medidas” e o Ministério da Saúde vai oferecer a vacina de forma segura após comprovação e certificação da Anvisa, “no tempo oportuno”.

O resultado:

Bolsonaristas estão indo às redes sociais e começam a convocar o povo para um grande protesto contra João Doria na Avenida Paulista, no centro de São Paulo.

“Vamos lutar contra a tirania de Doria”, publicou Douglas Garcia:

“A liberdade acabou”, disse o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao postar a fala do governador de São Paulo, João Doria, sobre a vacinação obrigatória:

As respostas às publicações dos defensores do pensamento de Bolsonaro vão do apoio à indignação. De um lado, há os que querem a droga com urgência para o fim da crise de saúde. Do outro, a obrigatoriedade da vacinação assusta pela falta de elementos que garantam sua eficácia.

Um dos perfis da rede social comenta que Doria comprou um produto que ainda não existe, referindo-se a um contrato feito entre o governo de São Paulo e a Sinovac.

A negociação prevê o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac para o governo paulista, até dezembro deste ano, com a transferência tecnológica da vacina da Sinovac para o Instituto Butantan.

O instituto brasileiro poderá começar a fabricar doses dessa vacina contra o novo coronavírus.

Apesar da ciência ser defendida pelos que desejam o fim da pandemia, há opiniões, entre seus representantes, que argumentam sobre a politização do coronavírus.

Uma virologista brasileira, que é vice-presidente de uma entidade americana para a gestão de vacinas no mundo, diz que imunização de 100% está longe de existir (saiba mais aqui), o que engloba, segundo sua fala, até mesmo as drogas anunciadas por laboratórios da China e Rússia.

Denise Garret, que é vice-diretora do Saabin Vacccine Institute, disse ao canal Jornal da USP, no YouTube, transmitida ao vivo nesta quarta (14), que “quem trabalha com vacina, sabe que não é prudente, eu diria que é até mesmo irresponsável, você prometer uma vacina com uma data certa“.

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