Doria quer multar e prender quem descumprir quarentena se isolamento não for de 60%

10/04/2020 0 Por Redação Urbs Magna

O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na noite desta quinta-feira (09) que adotará medidas severas caso o povo não respeite as recomendações de quarentena feitas pelo Ministério da Saúde e OMS (Organização Mundial de Saúde) durante os três dias de Páscoa. De acordo com dados divulgados no mesmo dia de sua fala, o número de pessoas que está em isolamento social está diminuindo e tem mais gente nas ruas. Por este motivo e ante a preocupação com o avanço do coronavírus, multas e voz de prisão serão adotadas se os níveis não melhorarem.

João Doria, Governador do Estado de São Paulo

João Doria concedeu entrevista ao telejornal SPTV, da Rede Globo, onde disse: “Vamos fazer o teste este final de semana. Se não elevarmos esse nível de pessoas cumprindo a quarentena – que hoje é de 50% – para 60% e caminharmos para 70%, a partir de segunda-feira (13), não apenas o governo do estado, como também a prefeitura de São Paulo, tomarão medidas mais rígidas. Queria evitar isso, porque isso significa que pessoas não poderão apenas receber advertências, mas também multa e voz de prisão. Desejo ter que evitar isso. As pessoas precisam ter consciência“.

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Isolamento social não são férias. As pessoas precisam ter consciência disso. Não basta se deslocar da capital ou região metropolitana para ir ao interior ou litoral para estar a salvo. Pelo contrário, você está aumentando o potencial de risco nessas regiões. Não estamos propondo isolamento como uma programação de férias“, acrescentou o governador durante a entrevista.

Em São Paulo, a quarentenda foi prorrogada até o dia 22 de abril.

Ele também afirmou que usará a Polícia Militar para reforçar o isolamento social. O isolamento vem perdendo força, tanto no estado quanto na capital paulista. Desde o primeiro pronunciamento de Jair Bolsonaro declarando ser contra a quarentena para toda a população, tem aumentado o fluxo de carros e pessoas nas ruas. Os bancos têm sido os maiores pontos de aglomerações de pessoas. Pelo menos três redes bancárias afirmaram ao UOL que têm, diariamente, filas e aglomerações de pessoas do lado de fora de suas unidades na capital paulista.

O governo estadual já anunciou que utilizará os celulares para monitorar se as pessoas estão fazendo aglomerações. Um sistema, feito em acordo com as quatro operadoras de celular – Oi, Tim, Claro e Vivo – vai monitorar e localizar aglomerações que se formarem em todo o estado de São Paulo.

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