Dois mil militares e oito mil policiais da base do eleitorado de Bolsonaro assinam a ‘Carta pela Democracia’

Autenticidade das autodeclarações é conferida com dados da Receita Federal via mecanismo que evita fraudadores

Quase 2 mil militares e mais de 8 mil policiais, que compõem a base do eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (PL), assinaram a carta em defesa da democracia, da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, de acordo com levantamento feito por articuladores do documento e do site Estado de Direito Sempre!, que coleta as assinaturas.

Um total de 8.281 policiais e 1.894 militares que aderiram ao manifesto tiveram a autenticidade das autodeclarações conferida com dados disponibilizados pela Receita Federal – um mecanismo evita que fraudadores tumultuem a lista de signatários, como ocorreu quando tentaram inserir o nome do ex-juiz e pré-candidato ao Senado Sergio Moro (União Brasil) sem o seu aval.

A ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito“, que já tem mais de 945 mil assinaturas, com mais de 130 mil professores, mais de 30 mil empresários, mais de 800 pastores, mais de 450 padres e mais de 200 empregados domésticos, conforme mostrou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. Também constam os registros de 9 mil desempregados e mais de 4 mil motoristas o que mostra, segundo os articuladores da carta, que o movimento está longe de ser elitista.

O documento critica com contundência “ataques infundados” ao sistema eleitoral e ao “Estado democrático de Direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira“. Bolsonaro não foi mencionado no documento, mas ele entendeu que o texto é endereçado a ele, que passou a fazer críticas ferozes, dizendo, por exemplo, que a “cartinha” foi assinada por pessoas sem caráter, caras de pau e até mesmo por empresários “mamíferos“.

Entre as entidades que endossam o documento estão Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SP), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e as centrais sindicais CUT, Força Sindical e UGT.

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