Denúncias de Alexandre Frota na CPI das Fake News pode levar a cassação da chapa de Bolsonaro

30/10/2019 3 Por Redação Urbs Magna

Frota revelou que bolsonaro utilizou dinheiro público nas suas campanhas, o que caracteriza crime eleitoral: “Isso fere a lei que trata do crime de responsabilidade administrativa”, disse o deputado sobre perfis bolsonaristas nas redes sociais


O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou, nesta quarta-feira (30), que o presidente Jair Bolsonaro mantém uma rede de perfis falsos nas redes sociais para atacar opositores. A declaração foi dada durante a CPI das Fake News. De acordo com o parlamentar, que era um aliado próximo da base do governo antes de romper com Bolsonaro, o presidente e o filho Carlos são responsáveis por manter um grupo de “terroristas virtuais”.

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“Sabemos que esse grupo trabalha com injúria, ódio, calúnia e ideologia. Acho que tudo isso atrapalha nossa democracia”, declarou Frota. Durante o depoimento, ele ainda conta que já viu Carlos e outros homens apontados como administrados de perfis bolsonaristas nas redes sociais dentro do gabiente do presidente. “Eu sou a maior testemunha”, disse. “A deputada Joice Hasselmann declarou que existem cerca de 1,5 perfis falsos. Acredito que seja até mais”, completou o deputado.

“A liberdade de expressão não apresenta um falso-conduto para divulgar fake news”, arrematou Frota, que ainda criticou o filósofo Olavo de Carvalho, apontado como guru ideológico da família Bolsonaro. “Foi responsável por atacar os colegas da ala liberal”, explicou.

Após as críticas à rede de apoiadores do presidente na web, o parlamentar acusou Bolsonaro de pagar pelas postagens. “Isso fere a lei que trata do crime de responsabilidade administrativa, de improbidade administrativa e de segurança nacional. Pois ele aumenta, ele estimula, ele bate palmas, ele ri e ele paga”, disse o deputado, sugerindo que a suposta manutenção dos grupos poderia causar o afastamento do presidente do cargo.

O crime de responsabilidade é o mesmo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. No caso da petista, as “pedaladas fiscais” foram consideradas como uma quebra das leis orçamentária e de improbidade administrativa.

Rodrigo Maia quer ser o próximo presidente da república e projetou a CPI das Fake News de olho no cancelamento das eleições, ou seja, no cancelamento da chapa Bolsonaro Mourão.

O presidente Jair Bolsonaro utilizou-se de fake news para enganar as pessoas e fraudar as eleições. Todos sabem que isso é crime.

Rodrigo Maia quer que o cancelamento das eleições se dê no final do ano que vem para que a escolha do presidente ocorra de forma indireta favorecendo o presidente da Câmara.

Além disso, Alexandre Frota também denuncia que empresas doaram dinheiro para a campanha da chapa, o que foi banido pelo TSE, ou seja, isso é proibido e caça a chapa por abuso de poder econômico.

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