Defesa de Flávio pode obter provas para anular caso Queiroz, diz Guilherme Amado

24/10/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Jair Bolsonaro se reuniu com o GSI, Abin e defesa do filho para discutir ‘tese’ que pode invalidar investigação

Em agosto, Bolsonaro recebeu as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach em seu gabinete, nas presenças do chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), General Augusto Heleno, e do diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, para ouví-las sobre uma tese que pode derrubar o caso Queiroz.

No encontro foi discutida suposta existência de uma organização criminosa na Receita Federal, que é a responsável por alimentar os relatórios de inteligência financeira pelo Conselho de Controle de Atividades Econômicas (Coaf).

A defesa apresentou documentos que mostram que um grupo de funcionários lotados na Corregedoria do Rio de Janeiro estaria alimentando os órgãos de controle, entre eles o Coaf, com dados sigilosos sobre políticos, empresários, funcionários públicos, entre outros, cujas informações não estão dispostas em seus bancos de dados.

Um desses relatórios teria sido difundido nos primeiros dias de 2018 e dinamitado o esquema que, segundo o Ministério Público Federal, era comandado pelo filho do presidente e os dados não seriam oficiais da entidade.

Um dos documentos seria um processo relatando que servidores da Corregedoria da Receita no Rio estariam sendo alvo de práticas ilegais de investigação por parte de colegas e estariam sendo perseguidos por se recusarem a participar destas ações, o que representaria um desvio de finalidade da inteligência tributária.

A tese da defesa era que o relatório que trata dos supostos esquemas no gabinete de Flávio e de outros 21 deputados da Alerj tem características idênticas às práticas irregulares de que a Corregedoria da Receita no Rio foi acusada.

Heleno e Ramagem saíram dali com a missão de, “em nome da segurança da família presidencial”, checar se o roteiro narrado pela defesa do zero um se sustentava. E o mais importante: conseguir um documento que comprovasse que Flávio foi vítima de uma devassa ilegal por integrantes da Inteligência da Receita.

O assunto foi revelado por Guilherme Amado, da Revista Época.

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