“Defesa da ordem constitucional impõe rejeição categórica do flertar com o retrocesso”, diz Fachin

A Faculdade de Direito da USP “foi palco de importantes atos em defesa do Estado de Direito e das instituições”, afirma Moraes

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, defendeu as urnas eletrônicas, em uma mensagem feita para ser lida nos atos do dia da leitura da carta em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, na quinta-feira (11/8). O magistrado afirmou que é preciso rejeitar o retrocesso e se opôs às fake news. “A defesa da ordem constitucional e, consequentemente, da dignidade humana, impõe a rejeição categórica do flertar com o retrocesso“.

Defender as eleições é preservar o cerne vital da agenda democrática, que, acima das cisões ideológicas, alinha, harmonicamente, os interesses de uma gente que almeja e merece buscar a prosperidade em uma comunidade pacífica, civilizada e livre“, disse ainda o ministro na mensagem, em paralelo com o ministro Alexandre de Moraes, que tomará posse como presidente da Corte na próxima terça-feira (16/8). Ele, que será relator do pedido de registro da candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL), também divulgou em suas redes sociais uma breve manifestação sobre o tema. Segundo o futuro presidente do Tribunal, a Faculdade de Direito da USP “foi palco de importantes atos em defesa do Estado de Direito e das instituições“.

Nenhum dos ministros compareceu aos atos e os outros optaram por não se manifestar, pois, segundo um deles afirmou ao jornal Folha de S. Paulo, como a carta contou com assinatura de candidatos e como houve manifestações contra Bolsonaro, uma pauta que era essencialmente de defesa institucional acabou politizada. Por isso, segundo ele, não seria próprio que houvesse comentários a respeito do ato.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à eleição este ano, e outros presidenciáveis como Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Felipe D’Ávila (Novo) também assinaram o manifesto, assim como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT).

A “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito“, que foi lida sob aplausos e falas contra o autoritarismo, já conta com quase 1,1 milhão de adesões, até o fechamento desta matéria.

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