Dallagnol combinou com procuradores como pressionar juízes e promotores

O ex-procurador do MPF, Deltan Dallagnol, em imagem reprodução de 2016, durante aparição no Programa do Jô. Ao fundo, o Congresso Nacional mostra a cúpula da Câmara dos Deputados, em imagem do portal da Câmara | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Dallagnol & Outros protagonizaram uma história tenebrosa de manipulação de delações, intimidação de magistrados, uso de informações privilegiadas para obtenção de vantagens pecuniárias, tortura psicológica de réus, perseguição a partidos, entre outras coisas

Matéria exclusiva do DCM revela mensagens com diálogos entre Deltan Dallagnol, que comandou a força tarefa da operação persecutória que condenou Lula tirando-o da eleição presidencial de 2018, e outros procuradores do MP (Ministério Público) onde ele combina com colegas “como pressionar juízes e promotores” para obtenção de resultados desejados.

De acordo com a matéria, Dallagnol & Outros protagonizaram uma história tenebrosa de manipulação de delações, intimidação de magistrados, uso de informações privilegiadas para obtenção de vantagens pecuniárias, tortura psicológica de réus, perseguição a partidos, entre outras coisas. 

Segundo diálogo obtido pelo portal, os procuradores Laura Tessler, Deltan Dallagnol e Diogo Castor de Mattos, sugeriam a necessidade de “uma reunião o quanto antes com juízes e promotores responsáveis pela execução da pena, para que não defiram progressão de regime sem reparação de dano”, a fim de evitar que a justiça concedesse progressão de pena a réus presos provisoriamente, em particular a Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobras. 

Veja na imagem abaixo e leia mais a seguir:

Laura Tessler e Dallagnol, da Lava Jato, combinam reunião com juízes e promotores. Crédito da imagem: DCM

A pressão dos procuradores sobre os juízes deu resultado e Zelada não conseguiu conquistar nenhum benefício a que tinha direito, por ser réu primário e não possuir condenação em segunda instância, e continuou preso por muito tempo. 

O portal afirma que questionou um jurista “se é “normal” que procuradores se reúnam com juízes para fazer lobby contra réus” e a resposta foi que “o que aconteceu na Lava Jato não pode ser, definitivamente, considerado normal“.

O jurista acrescentou que “o conjunto [das mensagens da operação spoofing] nos permite hoje identificar a existência de uma série de gravíssimos crimes contra a ordem jurídica nacional e contra o próprio regime democrático“. 

O DCM conta que em 2017 Deltan Dallagnol, acompanhado dos procuradores Carlos Fernando Lima e Orlando Martello Jr, viajara a Washington para uma misteriosa reunião no Departamento de Justiça, cujas viagens frequentes não tinham o conhecimento do Ministério da Justiça do governo brasileiro, contrariando a lei. 

Nas semanas seguintes à viagem, a excitação de alguns dos promotores os faria perder a moderação em suas conversas privadas, escreve a redação do portal mostrando que o procurador federal Antônio Carlos Welter, membro da Lava Jato de Curitiba, dispararia uma série de mensagens, em um desabafo macabro, para sua colega Laura Tessler.

Segundo o DCM, as mensagens eram: “O Lula precisa ser desmascarado antes de ser preso”; “Ele tem de deixar de ser a esperança de alguns”; “Vai ter que ter a moral consumida aos poucos”; “Vai ter que sair a ação do sítio e depois da ‘conta amigo“.

Em seguida, Tessler responde com euforia, mencionando uma “história das contas que tinham no exterior com Vaccari”.  

Veja abaixo:

Crédito da imagem: Portal DCM

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