Covid-19 volta à Europa após relaxamento e quarentena volta a ser discutida

01/08/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Setores Turísticos de países enfrentam a estagnação desde os primeiros casos até o seu ressurgimento em pleno verão e o continente se divide por setores de risco

Praia de barcelona; restrições foram reimpostas em bares e discotecas. Foto de Nacho Doce – Reuters

A Covid-19 está voltando à Europa após um considerável período de relaxamento do distanciamento social e uma nova quarentena já é estudada por diversos países do continente. Contudo, não há ainda uma definição sobre o que pode representar esse aumento do número de pessoas infectadas nos últimos dias; tanto pode ser uma segunda onda, a continuidade da mesma pandemia ou apenas surtos locais. Mas o fato é que o contágio tem aumentado de forma exagerada e preocupante.

Novos casos de coronavírus surgiram na Espanha, Bélgica, Alemanha, França e Luxemburgo, entre outros países, no momento em que suas economias estão clamando pela volta de turistas durante este verão no hemisfério, mas a pandemia mudou todos os planos. Uma autoridade do centro espanhol de emergências de saúde chegou a afirmar na semana passada que a incidência do vírus havia triplicado em pouco mais de duas semanas e que isto poderia ser o sinal de uma segunda onda.

Uma publicação do Ministério da Saúde da Espanha na rede social Twitter postada na quarta (29) orienta a população a não beijar ou abraçar amigos e familiares, a não compartilhar pratos, a evitar a troca copos e a usar máscara imediatamente após as refeições, além de lavar as mãos com frequência. Em outra mensagem, a entidade divulgou um vídeo com pedido semelhante:

Este verão não é típico e sabemos disso..Você terá que carregar máscaras na mala, respeitar a capacidade, a distância … e muita higiene das mãos!“, diz a mensagem.

Mas o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, é cauteloso sobre o alarde e afirma que novos surtos estão sendo detectados cedo e que 70% deles envolvem menos de 10 casos, embora tenha admitido que a situação nas regiões nordeste da Catalunha e Aragão são preocupantes.”Na minha opinião, não podemos falar sobre uma segunda onda de casos“, disse Illa nesta semana.

Preocupante ou não, o aumento do número de casos na Espanha levou o governo britânico a anunciar a proibição das viagens àquele país, às Ilhas Canárias – arquipélago que é uma comunidade autônoma espanhola situada ao largo da costa noroeste da África, e à Baleares – outro arquipélago também espahol localizado perto da costa leste da Espanha, no Mediterrâneo. Isso que golpeará fatalmente todo o setor turístico do país da península Ibérica, que recebe muitos dos milhões de britânicos os quais representam um quinto de todos os visitantes. O Reino Unido também se posicionou contrário às visitas a Luxemburgo.

Nesta sexta (31), a Alemanha restrigiram visitas à Catalunha e duas outras regiões do norte da Espanha. A Bélgica foi incluída em uma lista de países inseguros pelos governos da Estônia, Letônia, Lituânia e Noruega, ao passo que a Holanda pediu restrição das visitas à cidade belga Antuérpia, onde a duplicação de infecções em uma semana foi parcialmente atribuída à animada vida noturna estudantil da cidade. Um toque de recolher das 23h30 às 18h, o primeiro na cidade desde a Segunda Guerra Mundial, foi cumprido.

É divisivo, desanimador para aqueles que procuram uma pausa e provavelmente será o começo de uma nova divisão da Europa em setores que são considerados seguros ou não, escreveu o The Guardian destacando que desta vez poderá ser diferente considerando a opinião de virologistas e políticos que dizem que há mais conhecimento e experiência sobre o assunto.

Segundo o Instituto Carlos III em Madri, 40% dos novos casos são em pessoas com menos de 40 anos e 55% deles são assintomáticos.

Na Alemanha, o número de casos diários oscilou entre 600 e 900, o suficiente para causar alarme. Na França, o primeiro-ministro Jean Castex disse que fechar o país novamente após o rigoroso bloqueio de dois meses entre março e maio seria “catastrófico”.

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