Covid-19 detectado na França antes do 1º caso na China faz OMS pedir relatórios a países

10/05/2020 2 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – A linha do tempo do coronavírus é alterada completamente após a identificação de que a doença estava na França um mês antes dos primeiros casos confirmados, o que levou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a solicitar que todos os países verifiquem se o Covid-19 circulava antes do que eles imaginavam.

A Estátua de Ouro de Paris, perto da Torre Eiffel, é adornada com uma máscara cirúrgica, em reconhecimento a um surto que pode ter chegado à França em dezembro. Foto: Reuters

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De acordo com o South China Morning Post, a linha do tempo conhecida da propagação internacional da doença terá que ser alterada, após análise na França indicar que havia um paciente infectado com o coronavírus no final de dezembro, quase um mês antes de se chegar ao continente.

Naquele país, em 27 de dezembro de 2019 havia uma pessoa (de um pequeno grupo que era testado na ocasião) hospitalizada com sintomas semelhantes aos da gripe. Após revisão dos resultados, supõem-se que ​​a doença já estava se espalhando entre a população francesa naquela época e o vírus pode ter entrado em outros países mais cedo do que se pensava.

Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, declarou que o relatório “dá uma visão totalmente nova de tudo“. Em um encontro de recomendações em Genebra, ele pediu que os países investiguem casos de pneumonia no final do ano passado para ter uma melhor visão de como a doença se espalhou.

De acordo com a publicação do SCMP, o covid-19 foi relatado pela primeira vez pelas autoridades chinesas à OMS em 31 de dezembro de 2019, mas não se acreditava que o vírus tivesse alcançado a Europa até a data de 24 de janeiro. Acredita-se que o novo caso francês esteja relacionado a uma pessoa que tenha viajado à China antes da identificação do vírus.

O primeiro caso confirmado de infecção na China data de 17 de novembro de 2019, mas não foram publicados. Autópsias nos EUA no último mês de abril revelaram que ocorreu uma morte por covid-19 no início de fevereiro, ou seja, três semanas antes do que se supunha ser a primeira fatalidade americana.

Anders Tegnell, epidemiologista sueco, disse na terça (5) que não seria surpreendente se houvesse casos de coronavírus em seu país já em novembro, trazidos por viajantes de Wuhan.

Na mesma data, repórteres do The Palm Beach Post, na Flórida, descobriram que as autoridades estaduais de saúde documentaram pelo menos 170 pacientes com Covid-19 que relatavam sintomas em janeiro e fevereiro. Os primeiros casos do estado não foram confirmados até o início de março:

“Na segunda-feira à noite, a Flórida removeu dados do site do Departamento de Saúde que mostravam 171 pacientes com sintomas de coronavírus ou resultados positivos nos testes em janeiro e fevereiro, antes de qualquer caso ser anunciado ao público”

The Palm Beach PostPostado em 5 de maio de 2020 às 7:31 (hora local)

Ian Mackay, professor associado da Universidade de Queensland, disse que “não é surpreendente ver casos ocorrendo em dezembro“, eferindo-se às descobertas na França e à pesquisa publicada pelo The Lancet em janeiro que registrou o primeiro caso conhecido na China a 1º de dezembro, em Wuhan. “Não há razão para que não existam casos a partir daquele dia, nem razão para eles não estarem entrando em aviões e viajando pelo mundo“.

Segundo Mackay, mudar a linha do tempo de um surto não é incomum ao rastrear uma doença infecciosa emergente, já que os testes podem não estar disponíveis para novas doenças e novas descobertas surgem ao lado de investigações retrospectivas. Mackay acrescentou que durante a temporada de gripe no inverno seria compreensível que tais casos teriam sido perdidos.

A realidade é que muitos casos de doenças respiratórias estão presentes, são lavados, testados e não há resultado positivo“, continuou. “Eles não são mais investigados, apenas dizem que têm um vírus, então teríamos perdido [casos em potencial] a menos que tivéssemos algum tipo de sinalização, que foi o anúncio da OMS de que algo novo estava acontecendo“.

Embora seja improvável que o vírus tenha se espalhado por “meses e meses em grande número em todo o mundo, sem ser visto” antes da identificação do surto em Wuhan, seria interessante saber se havia sinais de que o vírus estava sendo exportado da China antes de dezembro, ou níveis elevados de pneumonia viral em diferentes países.

A análise do genoma também mostrou que a infecção se espalhou por inúmeras rotas em locais como a Europa e os Estados Unidos, que proibiram os viajantes da China após 31 de janeiro.

O principal assessor científico do governo britânico, Patrick Vallance, disse na terça-feira que muitos dos primeiros casos da Grã-Bretanha foram importados da Europa – provavelmente Itália e Espanha – e não da China. Análises genômicas anteriores de casos em Nova York também determinaram que a maioria dos casos veio da Europa.

Outra nova pesquisa publicada na terça-feira usou análise genômica evolutiva para determinar que o surto pode ter começado originalmente em 6 de outubro.

Esses achados históricos podem não alterar as tentativas diárias de controlar a propagação da doença, mas o acesso a amostras virais anteriores pode fornecer mais informações sobre o genoma viral e como ele evoluiu, o que pode ser importante para o desenvolvimento de medicamentos para combatê-lo. .

Quanto mais soubermos sobre essas informações, mais preparados estaremos para perguntas e respostas sobre vacinas, antivirais e compreensão das mutações virais em geral“, disse Mackay.

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