Covas diz que vírus não é de esquerda, de direita, nem uma gripezinha. Segue a quarentena

10/04/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo, disse em entrevista à CNN Brasil que “o vírus não é de esquerda nem de direita. O vírus é um vírus. Não tem posicionamento ideológico“, em alusão ao covid-19 que só será vencido com a manutenção das medidas de distanciamento social impostas pelo Estado e pelo Município, que ficarão com restrições de circulação durante todo o primeiro semestre. Covas também disse que leva em conta as recomendações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) e não as de Bolsonaro.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas e o governador do Estado, João Doria

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 Bruno covas também afirmou que é impossível prever quando o pico ocorrerá e quando a curva começará a diminuir por ser uma doença nova. Sobre o uso de máscaras o prefeito disse que a utilização média saltou de 250 mil por mês para 2 milhões somente na rede municipal e, além disso, enfatizou com grande preocupação que em países europeus os médicos têm que escolher quais pacientes salvar: “Imagina em países com menos recursos como é o caso do Brasil“.

O prefeito de São Paulo criticou a posição contrária de Bolsonaro em sua ininterrupta campanha para o fim da quarentena: “Hoje, mantido o isolamento, na faixa de 60% e 70%, nós sabemos que 3.000 leitos novos vão dar conta. Mas vemos infelizmente uma flexibilização por parte das pessoas, que acreditam em discursos de que é uma gripezinha.”

A cloroquina “é um remédio que precisa ser estudado e, se for o caso, disponibilizado à população. Fazer embate político em cima de uma pandemia é inaceitável“, disse Covas em referência ainda a Bolsonaro. “Levantamentos mostram que se não tivesse tido as restrições de circulação o número de pessoas contaminadas e mortas seria dez vezes maior. A expectativa é que nós consigamos passar por essa crise [somente se] mantidas as atuais medidas de isolamento”, continuou.

Estou conseguindo lidar com essa necessidade de ter que cuidar não só de mim, mas de 12 milhões de pessoas que precisam nesse momento do prefeito para liderar a cidade“, afirmou quando perguntado pela reportagem sobre sua saúde.

Leia a entrevista completa na CNN Brasil.

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