Com dificuldade para postar em seus perfis aquilo que gostaria, Bolsonaro conduz ‘rebanho’ ao Telegram

26/09/2021 1 Por Redação Urbs Magna
Com dificuldade para postar em seus perfis aquilo que gostaria, Bolsonaro conduz ‘rebanho’ ao Telegram

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em imagem reprodução postada em seu perfil social no Twitter, na tarde deste domingo (26). Segundo o presidente, “parte da imprensa mostra-se incomodada com fontes alternativas de notícias” e, por isso, e certamente com apoio de Carlos Bolsonaro, seu filho apontado como o mentor das mensagens de Bolsonaro em toda a web, diz que “estamos diversificando os canais de ação para naturalmente ampliar” tais “informações”


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

De acordo com o presidente, o objetivo do chamado para outra plataforma menos ‘policiada’ é “ampliar as informações que muitos não querem que tenham amplitude”

Com dificuldade para postar em outras redes sociais, especialmente após a derrubada de alguns conteúdos de seus canais onde sempre foi relativamente fácil postar qualquer conteúdo, Bolsonaro agora conduz seus seguidores ao Telegram – rede social que deve achar bem menos policiadora. De acordo com o presidente, o objetivo de intensificar as postagens naquela mídia é “ampliar as informações que muitos não querem que tenham amplitude”.

Bolsonaro afirmou que “parte da imprensa mostra-se incomodada com fontes alternativas de notícias” e, por este motivo “estamos diversificando os canais de ação para naturalmente ampliar” tais “informações”:

A preocupação com a disseminação do conteúdo de suas publicações coincide com a aproximação da data das eleições presidenciais de 2022, que estão relativamente próximas, a pouco mais de um ano para o início das votações no primeiro turno.

O documentário “Nem tudo se desfaz”, do cineasta Josias Teófilo, mostra que, ainda em 2018, Bolsonaro apostou no WhatsApp, classificado como peça central na estratégia de disseminação de conteúdo da campanha para exaltar a sua posição antissistema.

Já em campanha à Presidência, o filme disseca a escolha de Hamilton Mourão para compor a chapa. Segundo a produção, o general parecia a pessoa ideal para garantir que a classe política não daria seguimento a um eventual processo de impeachment se a opção para vice fosse um “general linha dura”, diz trecho de matéria no Globo.

Em meados deste mês o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, enviou à CPI dados de investigações que apuram a existência de uma organização criminosa para disseminar notícias falsas sobre a pandemia.

A Comissão havia pedido à Corte o envio de material que pudesse indicar como era o funcionamento da organização criminosa.

De acordo com professor Wagner Romão, do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em declaração reproduzida no Rede Brasil Atual, o dono das lojas Havan, Luciano Hang, que nesta semana deve prestar depoimento à CPI, representa setores do empresariado que se aliaram ao bolsonarismo.

“Seu apoio ao presidente vem desde a campanha eleitoral e ele teria ainda explicações a fornecer a sobre o suposto esquema de caixa 2, montado durante as eleições, para financiar disparos em massa de fake news pelo Whatsapp, alvo de investigação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

Além disso, outras investigações sobre o esquema de rachadinha também avançam, “fechando o cerco” contra a família Bolsonaro.

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