CIRO: O Brasil “cresceu menos” desde FHC até hoje. LULA: Melhor é deixar ele “falando sozinho”

28/04/2021 0 Por Redação Urbs Magna
O ex-presidente Lula e Ciro Gomes

Dados da FGV em 2010 apontaram que o melhor período da economia brasileira ocorreu nos governos do ex-presidente, entre junho de 2003 a julho de 2008

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Lula tem aconselhado o PT a não responder às reiteradas críticas de Ciro Gomes (PDT-CE) a ele e ao partido. O ex-presidente da República diz que o pedetista foi seu ministro e que, apesar dos ataques, tem uma relação pessoal com ele. Segundo Lula, o melhor é deixar Ciro “falando sozinho”, de acordo com relatos de membros do partido. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou recentemente em uma entrevista que a legenda “não tem tempo para responder o Ciro”.

Em um novo vídeo produzido pelo jornalista e marqueteiro João Santana, Ciro Gomes diz que os problemas sociais do Brasil derivam de um mesmo modelo econômico que começou no mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, passou pelas gestões petistas e chegou ao seu momento mais agudo com Jair Bolsonaro, informa Camila Mattoso, também na Folha.

No material, o presidenciável diz que não quer convencer ninguém a gostar dele, mas pede a paciência dos espectadores para ouvirem coisas às quais não estão estão acostumados.

Na semana passada, o PDT anunciou a contratação do jornalista João Santana para cuidar de sua comunicação. Ele foi o responsável pelo marketing das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010 e 2014.

A mensagem de Ciro Gomes sobre o governo Lula é divergente de um estudo do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas). O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi a fase de maior expansão para a economia brasileira das últimas três décadas, apontou o órgão em fevereiro de 2010. A informação foi divulgada no UOL a partir de informações da Agência Brasil.

Em cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceu. A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas.

Na época, o estudo considerou dados a partir de 1980 e o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse de Lula tendo se prolongado por 61 meses.

Foi também com Lula a ocorrência do menor período recessivo da história. De acordo com o levantamento, durou seis meses: de junho de 2008 a janeiro de 2009, quando o país conviveu com a recessão.

Mesmo sendo menos afetado do que outros países, o Brasil sofreu nesse período reflexos da crise financeira internacional.

O estudo também apontou que o maior intervalo de baixo desempenho, classificado de recessivo, por se estender por meses seguidos, ocorreu entre junho de 1989 (José Sarney) e dezembro de 1991 (Fernando Collor), prolongando-se até janeiro de 1992, ainda sob Collor, num total de 30 meses.

Essa fase crítica começou em meio à campanha pela primeira eleição direta para a Presidência da República depois do regime militar (1964-1985). De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.

O Ibre apontou que o segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, com Sarney.

Leia o discurso de Ciro Gomes e assista ao vídeo:

“Não estou aqui pra fazer quem gosta de mim gostar ainda mais. Nem pra tentar convencer quem não gosta de mim a passar a gostar. Eu quero apenas que você tenha paciência de escutar coisas que não está acostumado a ouvir. Uma delas: os graves problemas econômicos e sociais que a gente vive hoje são causados por um mesmo modelo econômico que começou lá no governo de Fernando Henrique Cardoso, passou por Lula, por Dilma e chegou ao ápice no famigerado governo de Bolsonaro. Não é por acaso que foi o período que o Brasil cresceu menos na sua história. Teve o maior desemprego e está vendo sua indústria ser destruída. Portanto, não adianta simplesmente trocar Zé por Chico ou Zélia por Maria. É preciso alguém que mude esse modelo”.

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