Chairman do Carrefour SA admite racismo no Brasil, pede respeito à diversidade e exige revisão nas contratações

21/11/2020 1 Por Redação Urbs Magna

“As imagens postadas nas redes sociais são insuportáveis”, disse o CEO e Presidente do Conselho de Administração do grupo a nível mundial, o francês Alexandre Bompard, sobre o assassinato de João Alberto na filial de Porto Alegre | O chairman disse ainda que as medidas tomadas contra a empresa de segurança são insuficientes e determinou um plano de ação com suporte internacional

Alexandre Bompard, CEO e Presidente do Conselho de Administração do Carrefour SA, faz uma pausa durante a coletiva de imprensa anual do grupo varejista em Paris, França | 27/02/2020. Fotógrafo: Christophe Morin / Bloomberg via Getty Images

O Presidente do Conselho de Administração e CEO da empresa multinacional especializada em varejo, Carrefour SA, sediada em Messy, França, admitiu a existência de racismo no Brasil e pediu “respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância“.

O chairman do grupo, Alexandre Bompard, se manifestou na noite desta sexta-feira (20) sobre o assassinato de João Alberto por seguranças na filial de Porto Alegre e disse que “as imagens postadas nas redes sociais são insuportáveis” e, ao mencionar que as medidas tomadas contra a empresa responsável pela segurança são insuficientes, determinou um plano de ação com suporte internacional para garantir uma revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros.

Bompard expressou seus “profundos sentimentos, após a morte do senhor João Alberto Silveira Freitas” em ‘fio’ postado no Twitter, onde afirma que pediu “para as equipes do Grupo Carrefour Brasil total colaboração com a Justiça e autoridades para que esse os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz“.

“Medidas internas foram imediatamente tomadas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa de segurança contratada. Essas medidas são insuficientes. Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”, afirmou.

O chairman disse ainda esperar que “o Grupo Carrefour Brasil se comprometa” com seu pedido de “revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros, no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância.

Esta revisão será acompanhada de um plano de ação definido com o suporte de empresas externas para garantir a independência deste trabalho“, pontuou.

João foi enterrado na tarde deste sábado, em Porto Alegre.

Funeral de João Alberto Silveira Freitas (21/11/2020) Silvio Avila/AFP

ATO SILENCIOSO durante cortejo de João Alberto:

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