MORO E A REPUBLIQUETA CURITIBOCA PRECISAM SER PARADOS POR ALGUÉM SÉRIO NESTE PAÍS

Há um ano, o governo brasileiro encaminhou à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um pedido formal de adesão. Foi uma mudança na posição do país que os governos do PT não buscou

No início do mês passado chegou a resposta do governo americano que se posicionou contra a nossa admissão e, em nosso lugar, aceitou a Argentina que, ao lado do Chile e México, entrou para o clube das nações ricas do planeta Terra. Ou seja, estávamos na posição de “não participa porque não quer” para “vai tomar bomba se pedir pra entrar”.

Poucos souberam deste vexame.
A grande imprensa escondeu a notícia relegando-a a páginas internas de cadernos de economia ou simplesmente a ignorou, o que é normal porque estava empenhada em manter o tom do golpe e fingindo que nada aconteceu.
Se fosse o contrário, supondo que a OCDE aceitasse o pleito, estaríamos assistindo a uma cobertura triunfal que saúda a decisão como uma conquista e reconhecimento do mundo civilizado às políticas de Temer e Meirelles, o que turbinaria a candidatura presidencial natimorta de ambos, sendo que o primeiro sagazmente driblaria outro carregamento de denúncias e sobrariam manchetes obsequiosas para ajudá-lo.

E na hipótese de o governo Dilma batendo às portas da OCDE e levando um fora, haveria uma avalanche de editoriais, colunas e comentários de “cientistas políticos” ridicularizando o desfecho.
O fato de os EUA terem negado a postulação tem razões ocultas que moveram a ação: para Trump, o governo argentino de Macri possui respaldo eleitoral para comprometer-se com uma agenda, enquanto no Brasil falta consenso claro sobre as reformas necessárias. Segundo o presidente americano, Macri mostrou ter apoio nas eleições presidenciais e legislativas, enquanto Michel Temer é odiado pela quase totalidade do povo brasileiro.

Os americanos e o resto do mundo sabem que Temer sobrevive apenas porque é mantido em vida vegetativa pela elite econômica, pelos “ativistas” do judiciário e pela imprensa conservadora. Ele e seu governo de nulidades, sua equipe de economia com resultados pífios e sua agenda reprovada quase unanimemente por todos, nada mais são do que a prova do fracasso do golpe de 2016, agora atestado co m papel passado por Donald Trump.
Derrubar um governo legítimo depois de tê-lo bloqueado com manobras congressuais escusas e inventar alguém como Temer na presidência impondo uma política antediluviana em termos sociais só poderia dar nisso. O adoçamento, truculência e arrogância das elites que se vangloriam de ter tirado o PT do governo as levaram onde estão.
Se tivessem respaldo eleitoral não precisariam mendigar apoio. Na economia, só consegue pensar com imediatismo quem não se preocupa com as consequências, como piratas que saqueiam e seguem viagem. Já na política, o único combustível de suas ações é o ódio a qualquer proposta popular cujos alvos foram Getúlio Vargas, Juscelino Kubistheck, João Goulart e finalmente Lula com todo o PT.
A mistura de imediatismo e ódio nos trouxe ao fundo do poço em um impasse do qual parece não haver saída. A prisão de Lula é seu ápice. Se as elites fossem menos estúpidas, a marcha da insensatez teria cessado muito antes, mas o que esperar de gente como estes personagens principais que hoje vemos?
Uma coisa é certa: se em vez de FHC houvesse Mário Covas – ou se no lugar de ACM Neto estivesse seu avô – ou se o Roberto fosse o patriarca ativo dos Marinho – ou ainda se Ulisses liderasse o MDB em lugar do quadrilhão de Temer – ou mais ainda, se Brizola permanecesse como figura mor do PDT – ou seja, se no meio empresarial tivéssemos personalidades tão respeitáveis quanto já tivemos e se o STF fosse dirigido por magistrados ilustres que por lá passaram, o Brasil seria outro.
Decerto teríamos sido poupados do golpe de 2016 e alguém já teria dado um basta aos desmandos e prepotências de Sergio Moro e sua republiqueta curitiboca. A única liderança que a massiva maioria no Brasil respeita está encarcerada. E os americanos fazem muito bem em querer distância de nós.

Urbs Magna 🌐 Carta Capital

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“O SENHOR FEZ UMA REVOLUÇÃO”, DIZ A ESCRITORA LUCIANA HIDALGO EM LINDA CARTA A LULA

A imperdível Carta linda da letrada Hidalgo entrará para a História das lutas de Lula

O que o senhor fez no Brasil foi uma revolução. Não uma Revolução Francesa, que guilhotinou cabeças da realeza para exigir na marra liberdade, igualdade, fraternidade. Não, o senhor não cortou cabeças, nem expulsou ricos de suas propriedades privadas como a Revolução Russa, tampouco roubou a poupança das classes abastadas (como aquele presidente eleito no Brasil em 1989 roubou). O senhor manteve as elites ricas e contentes, mas foi mexendo dia após dia nos mecanismos de poder que excluíam perversamente os pobres da nossa sociedade e negavam o que todo país decente deveria garantir: sua cidadania, isto é, sua dignidade.

Por isso, de início, querido presidente, seus microgestos, sutis, pouco saíam nos jornais, mas abalavam gradativamente as estruturas viciosas do poder. Sou leitora de Michel Foucault e atesto que o senhor fez genial e intuitivamente, na prática, num país periférico e violento, muito do que esse célebre filósofo francês teorizou sobre micropoder. O senhor modificou, programa após programa, a microfísica do poder no Brasil.

Explico como: logo de início o senhor abriu crédito para ajudar pobres a comprar eletrodomésticos básicos; subsidiou a compra de tintas e materiais para que construíssem suas casas; criou o Banco Popular, ligado ao Banco do Brasil, permitindo que pobres tivessem conta em banco; levou iluminação elétrica aos recantos rurais mais atrasados pela escuridão (Luz para Todos); criou o Bolsa Família, tirando 36 milhões de brasileiros da miséria e obrigando seus filhos a voltar à escola; levou água para milhões de brasileiros que sofriam com a seca no interior semiárido (programa Cisternas, premiado pela ONU); inventou Minha Casa Minha Vida, distribuindo moradias Brasil afora; criou Farmácias Populares que vendiam medicamentos com descontos para a população de baixa renda; implementou cotas raciais e sociais em universidades, contribuindo para que jovens negros e/ou vindos de escolas públicas pudessem estudar e no futuro talvez escapar de serem assassinados nas ruas do Brasil; implantou o Prouni (Universidade Para Todos), oferecendo bolsas para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares; aumentou o salário-mínimo acima da inflação; etc.

Não me beneficiei pessoalmente de nenhum dos seus programas sociais, querido presidente. Sou brasileira privilegiada, nascida numa classe média da zona sul carioca. Fui jornalista nas maiores redações do Rio (Jornal do Brasil, O Globo, O Dia), depois virei escritora (premiada com dois Jabuti), fiz um doutorado e dois pós-doutorados em Literatura, na Uerj e na Sorbonne. E é justamente por isso, por tudo o que li, vi e aprendi, sobretudo na França onde morei durante anos, que posso dizer: países europeus só se desenvolveram porque aplicaram e aplicam projetos como os seus. Na França, por exemplo, o salário-mínimo é de uns R$ 4 mil (graças a décadas de greves e manifestações de trabalhadores “vândalos” por melhores salários); o seguro-desemprego dura de dois a três anos para que o desempregado não caia na miséria; há “locações sociais” que garantem moradia aos menos privilegiados; todos os remédios receitados nos hospitais públicos são dados ou subsidiados pelo governo etc.
O problema, querido presidente, é que quando uma parte da elite brasileira visita Paris, só vê a grande beleza. Finge não ver que aquela beleza só se sustenta graças à aplicação justa de impostos. Sim, as classes mais abastadas de lá têm consciência política, sabem que o equilíbrio social depende delas. No Brasil não. Tem brasileiro que gasta milhares de euros em turismo na França e na volta reclama dos R$ 300 dados mensalmente aos beneficiados do Bolsa Família.
Sim, querido presidente, é difícil entender a mentalidade desses que frequentaram os melhores colégios particulares do Brasil. Até entendo, já que eu mesma cursei um dos melhores colégios particulares do Rio e não aprendi grande coisa. Lá não havia disciplinas como Literatura ou Filosofia, por exemplo, que nos ajudariam a ter um pensamento mais crítico. Que pena.

Só aprendi o que era o mundo quando comecei a encarar a miséria do meu país de frente em vez de virar a cara ao passar por ela na rua. Ainda na adolescência participei de um grupo que dava comida para os sem-teto no Rio e pude ouvir suas comoventes histórias de vida. Depois virei jornalista e passei a ouvir mais pessoas, das mais variadas origens, das favelas, dos interiores, e suas justas reivindicações.

Portanto, saiba, querido presidente, que não só o povo beneficiado pelos seus programas sociais está ao seu lado. Somos muitos escritores, artistas, professores de escolas e universidades, pessoas premiadas, com títulos, das mais diversas profissões. Justamente por termos lido tanto (livros, não apenas jornais e revistas), viajado, justamente porque conhecemos o Brasil profundo, entendemos a grandeza do que o senhor fez. Nós também somos esse povo.

Aliás, há inúmeros políticos, historiadores, intelectuais estrangeiros nas maiores universidades da Europa que também o admiram. E se escandalizam, por exemplo, quando ouvem comentaristas brasileiros dizerem de forma tão elitista que o eleitor de Lula é “povão”, “nordestino”, “ignorante”, “petista”, “lulista”, “petralha”, “fanático”. Intelectuais estrangeiros se chocam com a criminalização de pobres, negros, índios e da própria esquerda no Brasil. E também se chocam quando o xingam de “populista”, como se o senhor usasse o povo. Ora, ora, mas o senhor é o povo.

No mais, querido presidente, não entrarei no mérito do seu julgamento. Primeiro porque não acredito em condenação sem provas. Segundo porque desde o golpe de 2016, que tirou do poder uma presidenta eleita pelo povo, desde o dia em que ficou provado (e gravado!) o conluio entre os Poderes “com o Supremo, com tudo”, não acredito mais nas nossas instituições.

Claro que a Lava Jato é importantíssima para o país, mas o partidarismo seletivo e o gosto pelo espetáculo a diminuem. Talvez por isso grandes juristas estrangeiros têm apontado falhas absurdas no processo que o condenou, querido presidente. Como disse o advogado inglês Geoffrey Robertson em entrevista recente à BBC de Londres, “o Brasil tem um sistema de acusação totalmente ultrapassado, em que o juiz que investiga, supervisiona a investigação, é o mesmo que julga o caso – e sem um júri!”. Outro jurista disse o mesmo num artigo no jornal The New York Times. Enfim, como acreditar numa justiça personalista, que num piscar de olhos pode beirar o justiçamento?

Nessas horas me lembro do que dizia Foucault: “Prender alguém, mantê-lo na prisão, privá-lo de alimentação, de aquecimento, impedi-lo de sair, de fazer amor, etc., é a manifestação de poder mais delirante que se possa imaginar. (…) A prisão é o único lugar onde o poder pode se manifestar em estado puro, em suas dimensões mais excessivas, e se justificar como poder moral.”

Sabe, querido presidente, quando a perseguição ao senhor começou na mídia, me lembrei do Betinho. Quase ninguém mais se lembra dele, o sociólogo Herbert de Souza, que criou associações de combate à fome e de pesquisa sobre a Aids nos anos 1990, quando os programas sociais do Estado eram insignificantes. Pois bem, esse cara, que devia ser coroado por seu esforço descomunal pelos pobres, um dia acordou sendo linchado da forma mais violenta pela imprensa por ter recebido doações de bicheiros. Os “puros” do país o atacaram de todos os lados, logo ele, “o irmão do Henfil” ex-exilado, hemofílico e soropositivo, tão magrinho, fiapo de gente, um dos poucos a combater a fome no Brasil. Mas não, para os “puros”, nada do que ele fazia pelos pobres compensava esse grande “erro”. Como se no Brasil houvesse dinheiro realmente “limpo”.

Nessas horas me lembro do que dizia Foucault: “Prender alguém, mantê-lo na prisão, privá-lo de alimentação, de aquecimento, impedi-lo de sair, de fazer amor, etc., é a manifestação de poder mais delirante que se possa imaginar. (…) A prisão é o único lugar onde o poder pode se manifestar em estado puro, em suas dimensões mais excessivas, e se justificar como poder moral.”

Sabe, querido presidente, quando a perseguição ao senhor começou na mídia, me lembrei do Betinho. Quase ninguém mais se lembra dele, o sociólogo Herbert de Souza, que criou associações de combate à fome e de pesquisa sobre a Aids nos anos 1990, quando os programas sociais do Estado eram insignificantes. Pois bem, esse cara, que devia ser coroado por seu esforço descomunal pelos pobres, um dia acordou sendo linchado da forma mais violenta pela imprensa por ter recebido doações de bicheiros. Os “puros” do país o atacaram de todos os lados, logo ele, “o irmão do Henfil” ex-exilado, hemofílico e soropositivo, tão magrinho, fiapo de gente, um dos poucos a combater a fome no Brasil. Mas não, para os “puros”, nada do que ele fazia pelos pobres compensava esse grande “erro”. Como se no Brasil houvesse dinheiro realmente “limpo”.

É, querido presidente, são assim os “puros”, os que não entendem a complexidade das lutas, os que fecham os olhos para as falcatruas dos ricos mas lincham o menino de rua da esquina, os que defendem uma ética que eles próprios não têm no dia a dia, enrolados em seus conchavos, compadrios, sonegações de impostos, corrupções de todo tipo. Das minhas andanças pelos bastidores do poder, posso dizer: os “puros”, mal acordam, já loteiam a alma.

É claro, querido presidente, que o senhor, além dos acertos, também cometeu erros. Quem não erra? Confesso que no início do seu governo estranhei, por exemplo, a sua aliança com a escória da política brasileira (PMDB etc.). Mas logo entendi que sem isso nenhum, nenhum, nenhum dos seus programas que revolucionaram o Brasil seria aprovado. Não sem esse toma-lá-dá-cá, não sem o cafezinho com o inimigo. Sonho sim com uma política pura, mas como, quando, se nunca, nunca, nunca foi assim nesse país.

Não vou, portanto, enumerar seus erros porque seus acertos os superam imensamente. Só a partir do seu governo entendi que a política pode muito mais do que o assistencialismo. Enquanto meus amigos e eu dávamos 50 quentinhas numa noite aos sem-teto do Rio, o senhor, com nossos votos, tirava milhões da miséria. Milhões de brasileiros.

O senhor acreditou antes de tudo na política, não em revoluções sangrentas radicais, para mudar o Brasil. E mudou. Não sou “lulista” nem “petista” (nunca me associei a partido algum), muito menos “petralha”. Mas, graças ao senhor, agora eu e milhões de brasileiros passamos a acreditar na política. E só por isso vale lutar.

Fico por aqui, no aguardo das eleições de outubro de 2018, quando um presidente de esquerda retomará o rumo desse Brasil desgovernado pelo conluio entre Poderes e onde, devido à corrupção, à leviandade e ao partidarismo das instituições, ideias fascistas se proliferam como bactérias.”

Um grande abraço da

Luciana Hidalgo

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O Táxi do seu Getúlio

Hoje meu dia começou com uma sorte gigante. Conheci Getulio, um senhor de 60 anos, aposentado, taxista há 7 anos e nas horas vagas, faz perfumes (tem um nome específico para essa profissão, mas não lembro).

Pediu para fazer uma ligação rapidinha antes de sairmos. Ele precisava ligar para a esposa. Eu, dentro do taxi, ouvi: “Amor, só pra te dizer que estou saindo, indo para o lado do Paiva. Te amo!”

Ouvi aquilo e não me contive: “Ela é sua namorada?” Ele disse: “Sim. É minha namorada há 35 anos”. E foi a partir daí que tive uma das melhores conversas dos últimos tempos.

Perguntei qual era o segredo de uma vida conjugal tão feliz. Entre uma indagação e outra, ouço as palavras a seguir:

  • Vaidade: “Eu me cuido. Minha esposa também. Comemos bem. E somos vaidosos. Eu ando sempre bem cheiroso e minha esposa também. O perfume que eu mais gosto se chama “Marlene”. Foi um perfume que fiz para minha esposa. Misturei 3 essências, ficou um luxo! Quando ela coloca o perfume e eu sinto o cheiro dela chegando, fico todo apaixonado.”
  • Renúncia: ele disse “Ex.: Se eu detesto forró, mas a veinha gosta, vou por ela. Então, um dos segredos é a renúncia. Mas é renunciar sem o outro saber. Do contrário, vira cobrança.”

  • Senso de Humor: “Pessoa ranzinza não é de Deus. Chega uma hora em que o sexo não é mais tão importante. Então tem que rir. Você deve casar com alguém que gosta de conversar, porque um dia os filhos vão embora e fica você e sua véia. Já pensou ter que conviver todos os dias com alguém sem senso de humor e que você não gosta de conversar?”

  • Surpreender: “Quando ela fez 50 anos, organizei uma festa surpresa para ela. Tinha 200 pessoas. Todas as pessoas que ela gostava. Não sei cantar, mas ensaiei dois meses uma música de Roberto Carlos pra cantar para ela. Tinha levado o remédio da pressão porque ela é hipertensa e poderia se emocionar demais. Acabou que eu fiquei tão emocionado, que tomei o remédio dela. Foi uma das expressões mais lindas que vi no rosto dela, porque ela ria sem parar da minha desafinação. Valeu a pena o meu esforço, ao menos fiz ela rir. Agora, a próxima surpresa vai ser um cruzeiro com Roberto Carlos. Será no ano que vem.

  • Perdão: “Eu nunca dormi com coisas pendentes. Bunda com bunda. Eu prometi para ela no dia do casamento que nunca dormiríamos de costas um para o outro. Isso já nos salvou de muitas decisões erradas.”

Escutei tudo com muita atenção e entusiasmo e me dei conta, mais uma vez, do quanto preciso evoluir.

Vou parar por aqui, já ganhei meu dia hoje. Obrigada, Sr. Getulio!

Autora Carol Elisa Dias

Temer fez Brasil regredir 200 anos e negros, homos e mulheres pagam o preço

🅿🅾R: Ur🅱sM🅰gn🅰 Via Nilson Lage

Logo, logo, quando não houver mais Brasil, só burguesia, polícia e cobradores de impostos, algo não muda:

Os negros culparão os brancos, as mulheres culparão os homens, os homos culparão os héteros, os intelectuais culparão o passado, os cristãos culparão animistas e muçulmanos, os hipócritas culparão seus defeitos nos outros, os sóbrios culparão as cervejarias e os traficantes, os veganos culparão os omnívoros, os de humanas culparão os de exatas, os do Sul culparão os do Nordeste e eles todos culparão os bacharéis, os militares, os políticos, a corrupção, o nu frontal e o calor dos trópicos.

No entanto, isso tudo se passa no palco do circo, é a sombra da vida real projetada no fundo da caverna.

O que há, realmente – o que se deve considerar para uma ação política prioritária – é o estado-de-arte da luta de classes pelo poder e riqueza:

Estamos na etapa em que a classe dominante (ou o estamento dela que controla os aparelhos de estado) aliena o país para manter privilégios e acha uma graça danada quando os idiotas que deveriam zelar pelo bem comum brigam entre si acompanhando a disputa dos palhaços e a batalha das sombras.

Nilson Lage

“A MELHOR DEFINIÇÃO DE LULA ESTÁ NA INSIGNIFICÂNCIA POLÍTICA DE SEUS INIMIGOS” (TEXT)

Um dos melhores textos já publicados na web e que melhor define o homem, o presidente, o ser humano, Luiz Inácio Lula da Silva.

O autor desvenda (para os distraídos) toda a insignificância e covardia de seus inimigos que se ocultam nas manchetes e acontecimentos em torno de sua figura.

“LULA, TUDO EM DUAS LINHAS

Você quer saber quem é Lula e o que ele representa? Esqueça dos seus seguidores, aliados, correligionários, fãs e eleitores. Fixe-se apenas nos seus inimigos, levante suas vidas, suas carreiras, de onde vieram e o que fazem. Ao analisar profundamente os que tem ódio de Lula, os motivos alegados e as desculpas você vai entender o Lula. O Lula não é um fenômeno, fenômeno é algo difícil ou impossível de explicar e o Lula é quase autoexplicativo.

Lula fala a língua do povo, conhece o povo, conhece o ser humano e não pense que ele também não conhece os seus inimigos. Quem não gosta do Lula, quem tem ódio do Lula não são os ricos, os abastados, são na sua totalidade os marginais da sociedade. Quando o cara chama Lula de ladrão mesmo sem prova alguma ele usa a própria régua que se mede para medi-lo também. São pessoas comuns, pessoas que roubam e subtraem tudo que aparece em sua frente, mesmo com oportunidades mínimas.

Gente que sempre foi discípulo da Lei de Gérson e que se ladrão sem poder se imagina o que faria como presidente. São esses que tem certeza e convicção mesmo sem provas que o Lula é ladrão, afinal no lugar dele jamais perderia a oportunidade. Para alguém que rouba desde o caixinha dinheiro da formatura é humanamente impossível ser presidente e não roubar. Eu falei apenas da patuleia, dos infectados pelo vírus da Globo e pela própria inveja que a emissora explora com propriedade.

No andar de cima causa pruridos nos que se acham europeus, colonizadores serem governados por um analfabeto. Repetindo, Lula não é um fenômeno. Ele representa o lado racional do povo, do povo que não aparece nos gráficos da Globo. Quem aparece no gráfico da Globo sou eu, é você que está lendo isso aqui, somos cota vencida, somos minoria. Afinal somos eu e você de classe média e aqui a esmagadora maioria além de desonesta é anti Lula até a medula.

O problema para a Globo e para o stablishment não sou eu ou você que está lendo o que eu estou escrevendo. O problema para todos eles hoje mostrou as caras no sertão nordestino, o povo, o desprezado, o ponto fora da curva. E o ponto fora da curva vai fazer a diferença de novo, não há fenômeno nisso, há sabedoria e inteligência. Sabedoria e inteligência que passam ao largo da contaminação da Globo, são todos autoimunes a maldita emissora.

A Globo já chegou ao seu limite e todos sabem que depois de se alcançar o apogeu o passo seguinte é a queda. E a queda já está anunciada, ou melhor: Foi anunciada oficialmente hoje, já tem data para essa vaca ir para o brejo. E o Lula de 2018 será de paz e amor? Duvido, quem te faz de paz e amor não é o mundo, é quem está ao teu lado. E hoje Lula só tem ao seu lado o povo brasileiro, o renegado da Globo, e um bom companheiro faz as vontades do parceiro.

E esse povo não quer mais conversa ou concessões, o povo brasileiro vai querer e vai levar o que é seu de volta. Tudo foi vendido, mas tudo continua aqui, o que uma mão escreveu a outra apaga, o papel de um o outro rasga. Hoje a Globo percebeu isso, hoje a Globo descobriu que a paz acabou, hoje ninguém dorme na Globo…”

Urbs Magna Por Rubem Gonzalez II