Unanimidade entre líderes energéticos mundiais confirma o início do processo de adesão plena, elevando o Brasil a protagonista na governança de segurança energética, descarbonização e inovação tecnológica – o que muda para o futuro do país?
Brasília (DF) · 19 de fevereiro de 2026
Os ministros dos países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) aprovaram, por unanimidade, o início do processo formal de adesão plena do Brasil à organização.
A decisão nesta quinta-feira (19/fev) ocorreu durante a Reunião Ministerial da IEA 2026, realizada em Paris nos dias 18 e 19 de fevereiro, e representa um marco histórico na relação do país com a principal entidade de governança energética mundial, segundo o IEA.
O Brasil, maior economia da América Latina e associado à IEA desde 2017, enviou pedido formal de adesão em 2 de setembro de 2025, por meio de carta assinada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
O documento foi entregue pelo embaixador Sarquis J.B. Sarquis ao diretor executivo da agência, Fatih Birol, em Paris.
De acordo com o comunicado oficial da “noopener”IEA, a medida “reflete o papel pivotal do Brasil nos mercados globais de energia como grande produtor e exportador”.
O processo agora exige que o país atenda aos critérios de membresia plena, incluindo obrigações de estoques estratégicos de petróleo, mecanismos de resposta a emergências e relatórios detalhados de dados energéticos.
Alexandre Silveira celebrou o avanço com declaração reproduzida pela agência: “O Brasil acolhe com grande satisfação os progressos alcançados em seu processo de adesão à Agência Internacional de Energia. Estamos prontos para contribuir com nossa experiência e, ao mesmo tempo, fortalecer ainda mais a política energética brasileira para garantir energia segura e acessível para nossa população. Estamos prontos para trabalhar lado a lado com a Agência na construção de sistemas energéticos mais seguros, resilientes e inclusivos.”
Fatih Birol, diretor executivo da IEA, reforçou a importância estratégica: “A decisão dos Ministros de iniciar o processo de adesão do Brasil é uma prova do aprofundamento da parceria entre o Brasil e a IEA. Reflete a importância estratégica do país no cenário energético global. A liderança do Brasil em segurança energética, sua matriz diversificada e a crescente demanda por eletricidade fortalecerão nossos esforços coletivos num momento em que a cooperação contínua é mais necessária do que nunca.”
A reunião, presidida pela vice-primeira-ministra e ministra de Clima e Crescimento Verde dos Países Baixos, Sophie Hermans, reuniu ministros de energia de dezenas de países e destacou o papel central da IEA na transição energética e na gestão de minerais críticos.
A adesão plena ampliará a voz brasileira nas discussões sobre descarbonização e segurança energética, alinhando o país às melhores práticas internacionais sem prejuízo à sua soberania energética.
O governo federal, liderado pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vê na medida um reforço à diplomacia energética ativa do Brasil, que já se posiciona como potência renovável e agora consolida influência em fóruns multilaterais de alto nível.
Leia a íntegra da decisão na Reunião Ministerial da AIE de 2026:
“Os membros da AIE concordam em iniciar o processo de adesão do Brasil na reunião ministerial de 2026 em Paris.
A iniciativa de avançar na adesão do Brasil à AIE reflete o papel fundamental do país nos mercados globais de energia como um dos principais produtores e exportadores do setor energético.
Os ministros dos países membros da AIE (Agência Internacional de Energia) confirmaram hoje, por unanimidade, a decisão de iniciar o processo formal de adesão do Brasil à Agência. Isso representa uma mudança significativa no engajamento do Brasil com a governança energética global e um marco na relação da AIE com a América Latina e o Caribe. O Brasil, a maior economia da região, é membro da AIE desde 2017.
O Brasil acolhe com grande satisfação os progressos alcançados em seu processo de adesão à Agência Internacional de Energia”, afirmou o Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira . “Estamos prontos para contribuir com nossa experiência e, ao mesmo tempo, fortalecer ainda mais a política energética brasileira para garantir energia segura e acessível para nossa população. Estamos prontos para trabalhar lado a lado com a Agência na construção de sistemas energéticos mais seguros, resilientes e inclusivos.”
A decisão dos Ministros de iniciar o processo de adesão do Brasil é uma prova do aprofundamento da parceria entre o Brasil e a AIE”, disse o Diretor Executivo da AIE, Fatih Birol . “Ela reflete a importância estratégica do país no cenário energético global. A liderança do Brasil em segurança energética, sua matriz energética diversificada e sua crescente demanda por eletricidade fortalecerão nossos esforços coletivos em um momento em que a cooperação contínua é mais necessária do que nunca.”
O pedido formal do Brasil para iniciar o processo de adesão ocorreu após o envio de uma carta, em setembro de 2025, pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, ao Diretor Executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), sinalizando a intenção do governo de buscar a adesão e consolidar anos de estreita cooperação em áreas como segurança energética, dados e estatísticas e análise de políticas.
Como parte do processo de adesão, o Brasil trabalhará com o Secretariado da AIE e os governos membros para atender aos critérios de adesão da Agência, incluindo obrigações relacionadas à manutenção de estoques de petróleo, medidas de resposta a emergências e relatórios de dados, conforme estabelecido nas estruturas de governança da AIE.
O início do processo de adesão do Brasil à AIE reforça ainda mais o papel da AIE como a principal organização em cooperação energética internacional, especialmente em um momento de mercados de energia em evolução e de crescente demanda por minerais críticos e eletricidade.”

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