Bolsonaro tem projeto de poder “pessoal e muito anarquista”, diz Santos Cruz a Míriam Leitão

03/08/2021 2 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro tem projeto de poder “pessoal e muito anarquista”, diz Santos Cruz a Míriam Leitão

O general afirmou que em seus 47 anos de Exército nunca viu as Forças Armadas sofrerem um “desgaste tão grande” quanto o que estão sofrendo agora “exatamente no governo Bolsonaro

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, disse a Míriam Leitão, em entrevista na GloboNews, que Bolsonaro tem “projeto de poder pessoal e muito anarquista”, onde a destruição das instituições é nítida.

Segundo o general, é muito fácil para a população enxergar isso a partir da desmoralização a instituições. Como exemplo ele cita a Anvisa, o Ministério da Justiça, o Coaf e a própria Forças Armadas – que “estão tendo um desgaste fantástico”, por conta da má condução do governo.

O general afirma que em seus 47 anos de Exército nunca viu as Forças Armadas sofrer um desgaste tão grande quanto o que estão sofrendo agora “exatamente no governo Bolsonaro.

A entrevista foi ao ar às 23h30 desta segunda-feira (3). Para Santos Cruz, o presidente Jair Bolsonaro está criando deliberadamente confusão com a urna eletrônica e lembrou que tanto o presidente como seus filhos foram eleitos por este mesmo voto eletrônico por 20 vezes.

Leitão afirma que perguntou ao general se as atitudes de Bolsonaro podem ser um plano para gerar convulsão social e as Forças Armadas serem obrigadas a intervir. Segundo a jornalista, o general respondeu que “pode ser sim, mas não vai dar certo pois as Forças Armadas são profissionais e não irão seguir”.

Na entrevista, Cruz não deixou de criticar comandantes, mas poupou o do Exército. Também fez críticas ao ministro Braga Neto.

A jornalista também questionou se o general seria candidato e ele respondeu que gostaria de ser  independente, como é possível em outros países. Segundo ele, como nosso sistema não permite, admitiu que está conversando com alguns partidos.

Cruz afirmou  que entrou no debate porque Bolsonaro estava criando uma anarquia no país. E que precisava estabelecer alguns pontos, como a defesa das Forças Armadas, que ele considera que estão sofrendo muito desgaste por conta da politização neste governo.

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