Bolsonaro fez 175 ataques à imprensa em 2020, diz Fenaj

27/01/2021 1 Por Redação Urbs Magna

Relatório da Federação Nacional dos Jornalistas aponta o presidente, servidores públicos e políticos como os principais responsáveis por agressões à imprensa que foram um recorde nos últimos 20 anos.

O número de ataques à liberdade de imprensa no Brasil bateu recorde ano passado. Foi o maior número de agressões contra a imprensa desde que a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) começou a fazer esse levantamento há mais de 20 anos.

O relatório mostra que foram 428 casos de violência. Mais do que o dobro que o já alarmante número de 208 ocorrências registradas em 2019.

O ataque a credibilidade da imprensa com discursos que buscavam desqualificar a informação jornalística foi o registro mais frequente mais frequente. Mais de um terço do total.

A FENAJ afirma que a explosão de casos está associada à sistemática ação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, para descredibilizar a imprensa, e à ação de seus apoiadores contra veículos de comunicação social e contra os jornalistas. Ela começou em 2019 e agravou-se em 2020 quando a cobertura jornalística sobre a pandemia do novo coronavírus foi pretexto para dezenas de ataques do presidente e dos que o seguiram na negação da crise sanitária.

O presidente Jair Bolsonaro sozinho foi o responsável por 175 ataques à imprensa. Depois de Bolsonaro os maiores agressores da imprensa no ano passado foram servidores públicos e políticos.

A FENAJ também chama a atenção para o aumento dos casos de censura e de agressões verbais a jornalistas principalmente na internet. Esse tipo de ataque e cresceu muito em 2020: 280% na comparação com o ano anterior. E isso inclui intimidações, ameaças e até tentativas de derrubar sites jornalísticos.

Os jornalistas que trabalham em televisão foram os mais atingidos pelas agressões que representaram mais de 24% dos casos. O Sudeste é a região com mais casos de violência contra jornalistas e o Centro Oeste registra o maior número de atentados à liberdade de imprensa com destaque para Brasília.

A presidente da FENAJ, Maria José Braga, disse que os números mostram que o desrespeito sistemático ao trabalho dos jornalistas vem aumentando de forma preocupante.

Do JN

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