Bolsonaro fala em ‘complô’ para derrubá-lo para insuflar seguidores contra o inevitável

04/06/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Et Urbs Magna – Vitimizando-se como de costume e sem nunca levar em conta os próprios pecados presidenciais que se acumulam justificando sua retirada do poder, Jair Bolsonaro afirmou seu convencimento da existência de um plano para derrubá-lo do governo em que estariam reunidos o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro Alexandre Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o governador de SP, João Doria.

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Mônica Bergamo afirma que Bolsonaro manifestou-se desconfiado do complô a mais de um interlocutor em fala que chegou ao conhecimento de ministros de tribunais superiores:

Alexandre, que já foi do PSDB, seria aliado de Doria, numa conspiração paulista para derrubar Bolsonaro e facilitar a chegada do governador à Presidência em 2022. Uma das estratégias seria desgastar o governo para tentar o impeachment, sob comando de Maia. A outra seria cassar Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), hoje integrado por Moraes“, escreve Bergamo em sua coluna Painel.

Em agosto passado o advogado e ex-juiz Luiz Flávio Gomes, deputado do PSB paulista afirmou, segundo matéria do Carta Capital, que seria difícil Bolsonaro reverter sua crescente impopularidade prevendo que pedidos de impeachment chegariam.

Gomes afirmou que “a lei do impeachment, a 1.079, de 1950, prevê 67 hipóteses de crime de responsabilidade“. Segundo o deputado, na época de sua afirmação, Bolsonaro “já violou umas 20. Ele vai cair pelo conjunto da obra”.

Além disso, a possibilidade de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tramita via ação motivada por disseminação de mentiras na campanha com argumentos abastecidos pela CPI das Fake News.

O uso do da palavra ‘complô’ por Bolsonaro é usado estrategicamente para a proliferação da ideia nas mentes de seus seguidores apaixonados que o seguem recusando-se a enxergar seu despreparo para o comando de uma nação que virou foco de covid-19, bem como os crimes eleitorais da campanha de 2018.

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