Bolsonaro era reserva no quartel e nunca ganhou medalha, só laranja e mariola pra “superar isso daí”

28/03/2020 0 Por Redação Urbs Magna

O presidente, que disse recentemente que o coronavírus apenas lhe causaria “uma gripezinha ou um resfriadinho” porque era atleta no quartel, não disse toda a verdade. Apesar de ter sido um pentatleta militar, Bolsonaro era convocado para a seleção das Forças Armadas apenas para ficar sentadinho na “reserva”, nunca ganhou medalhas e só ganhava laranja e mariola no final do dia para não desistir de continuar tentando uma vaga oficial.

Bolsonaro virou piada nas redes, após dizer em procunciamento que covid-19 não faria efeito em seu corpo por ele ter sido atleta no quartel e no máximo pegaria uma “gripezinha, até mesmo um refriadinho”

No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Eu nada sentiria, ou seria acometido por uma gripezinha, ou resfriadinho“, disse o infeliz. Digo: afirmou Bolsonaro em frase infeliz, na terça (24) durante pronunciamento em rede nacional, como é possível assistir abaixo, na contração do vídeo:

Em 2015, durante cerimônia que homenageou os medalhistas dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Toronto, Bolsonaro disse na Câmara: “A minha vida pregressa de atleta começou lá na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) como fundista, depois na Academia Militar das Agulhas Negras, no pentatlo militar, e depois convocado por quatro anos para a equipe de pentatlo militar das Forças Armadas. Meu apelido lá era Cavalão, dado à minha condição física. Não era titular, estava na reserva.”

No mesmo discurso, Bolsonaro revelou: “No meu tempo de militar, da ativa, o prêmio para o atleta durante o treinamento era uma laranja e uma mariola. Nada mais além disso. Mas era gratificante porque a gente fazia aquilo com o coração.

Na mesma cerimônia, o mito dos mentecaptos contou sobre um episódio que quase lhe tirou a vida, após um salto de paraquedas: “Eu lembro de um salto na brigada paraquedista em que eu quebrei os quatro membros. Quando eu dei um salto e quebrei os dois braços, tudo bem. Agora as duas pernas… Foi quando eu fui apresentado ao astrágalo, um osso da região do calcanhar. Eu deixei de ser atleta. Eu sofri muito com aquilo. Situação semelhante aos paralímpicos. Se bem que não perdi nada, mas perdi o movimento da perna direita, ou da pata traseira direita como alguns dizem, dado ao meu apelido naquele momento (Cavalão)”.

Este episódio também faz parte da narrativa do livro do escritor Clóvis Saint-Clair: “Bolsonaro: o homem que peidou para o Exército e a democracia“. Não! Erramos! O nome do livro é “Bolsonaro: o homem que peitou o Exército e desafia a democracia“.

*Com informações do UOL

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