Bolsonaro e os 40 indiciados: IstoÉ vaza nomes da CPI com ares de Ali Babá e os ladrões do conto das Mil e Uma Noites

16/10/2021 1 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro e os 40 indiciados: IstoÉ vaza nomes da CPI com ares de Ali Babá e os ladrões do conto das Mil e Uma Noites

Capa da revista IstoÉ traz Bolsonaro comparado a Hitler, com bigode “genocida”. Conteúdo da mídia tem imagens dos donos dos nomes que deverão ser indiciados por crimes, conforme relatório em fase final | reprodução IstoÉ


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Além de comparar o presidente com o maior assassino da História, a publicação lembra, ao mencionar a quantidade de indiciados, o conto descrito nas aventuras do Livro Noites na Arábia

A revista IstoÉ trouxe a público, nesta sexta-feira (15), sua tradicional capa de revista, desta vez com uma provocação ao presidente Jair Bolsonaro, que teve sua imagem associada à do líder nazista Adolf Hitler, na qual seu bigode é composto pela palavra “genocida“. Ainda, ao mencionar os 40 indiciados, a publicação lembra o personagem fictício da Arábia pré-islâmica no conto descrito nas aventuras de Ali Babá e os Quarenta Ladrões, que faz parte do Livro das Mil e Uma Noites ou Noites na Arábia. Os autores do texto ainda comparam o presidente brasileiro a um dos maiores assassinos da História mundial:

Como Hitler, Bolsonaro defendeu a eugenia e mostrou perversidade e desprezo pela vida“, escrevem Marcos Strecker e Ricardo Chapola, no texto cujo teor revela a tentativa frustrada, através de experimentos que eram do conhecimento do presidente, em busca da produção de uma seleção nas coletividades humanas, baseada em leis genéticas.

A alusão sutil ao conto Ali Babá e os 40 Ladrões, do Livro das Mil e Uma Noites, implícita na postagem da mídia, coincide com o período de “Mil Dias“, que o governo quis celebrar como de um governo honesto, sério e trabalhador“, sem sequer ter conseguido o conteúdo para justificar a frase que tentou em vão transformar em jargão, cujo êxito está agora definitivamente abalado… pois nada era claro assim nestes pretensiosos ‘Dias’, que eram, na verdade,Noites escuras.

Os autores da matéria dizem que o Brasil está enfrentando seu momento Nuremberg, em referência ao tribunal pós-guerra, realizado na Bavária entre 20 de novembro de 1945 e 1 de outubro de 1946, onde ocorreram os julgamentos militares organizados pelos Aliados, que culminou com 24 membros da liderança política, militar e econômica da Alemanha Nazista processados.

O relatório final da CPI será entregue pelo relator da investigação no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), e apontará que Bolsonaro adotou práticas semelhantes à do regime nazista. “Calheiros o chama de “mercador da morte”.

O caso Prevent Senior e uma pesquisa com proxalutamida que teria levado 200 voluntários à morte no Amazonas são dois casos aterradores que o senador considera que remetem a experiências macabras do Terceiro Reich com seres humanos. Segundo Calheiros, Bolsonaro “criou o “gabinete da morte” e achou que ia revolucionar a medicina“.

O caso foi tão grave que a Unesco considerou a prática gravíssima: “É inaceitável que esses tipos de eventos estejam acontecendo em 2021. Nenhuma emergência sanitária ou contexto político ou econômico justifica fatos como esses”, disse a organização em nota.

Por essas e outras, “Bolsonaro deve ser indiciado por 11 crimes“, escrevem os jornalistas da IstoÉ. “As denúncias incluem charlatanismo (três meses a um ano de prisão), publicidade enganosa (três meses a um ano de prisão), infração de medida sanitária (um mês a um ano de prisão) e corrupção passiva (dois a treze anos de prisão). Também entraram no rol de acusações: o genocídio e o crime de responsabilidade, passível de impeachment“.

Confira as imagens da IstoÉ:

Capa da revista IstoÉ traz Bolsonaro comparado a Hitler, com bigode “genocida” | Imagem reprodução
IDEOLOGIA Como Hitler, Bolsonaro defendeu a eugenia e mostrou perversidade e desprezo pela vida (Crédito: Corbis via Getty images)
Crédito da imagem: IstoÉ

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