Bolsonaro diz que não cometeu “crime” e que exerceu cargo “com honestidade”, enquanto Carluxo teme ser preso

Presidente derrotado diz que tem a consciência tranquila, o que não ocorre com seu filho Carlos, que é investigado pelo MP-RJ por peculato

O candidato derrotado para Lula na eleição presidencial, o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL), diz que não cometeu “crime” e que exerceu cargo “com honestidade“, tem a “consciência tranquila” e que não teme ser preso.

Mas o mesmo não ocorre com seu filho vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que é investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) por peculato e teme ser preso, diz em sua matéria a jornalista Carolina Brígido, no UOL.

Segundo o texto, Bolsonaro está preocupado com eventual perseguição que possa sofrer por parte do Judiciário a partir de 1º de janeiro de 2023, quando estiver fora do cargo e, portanto, sem direito ao foro especial.

Os processos contra o presidente que hoje tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) devem ser transferidos para a primeira instância.

A preocupação foi manifestada na última terça-feira (6/12), durante evento de posse dos dois novos ministros que indicou para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Diante de ministros de cortes superiores e de juízes, o presidente disse que não cometeu nenhum crime e que exerceu o cargo com honestidade.

A jornalista diz que, em resposta, Bolsonaro ouviu de juízes e ministros que ele não seria alvo de qualquer tipo de perseguição.

O candidato derrotado, que estará sem foro privilegiado a partir da posse de Lula responde a quatro inquéritos no STF. O que foi acusado pelo ex-ministro da Justiça, e agora senador eleito, Sergio Moro (União Brasil) de ter tentado interferir indevidamente nas atividades da Polícia Federal, o que apura o vazamento de uma investigação sigilosa da PF [Polícia Federal], o que trata de suas declarações sobre a pandemia e por difundir notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) não apresentou denúncia contra o presidente em nenhum dos casos. Portanto, o presidente não é réu. Na avaliação de aliados do presidente, as investigações não têm elementos suficientes para justificar que continuem abertas. A expectativa do entorno do presidente é que elas não tenham futuro na primeira instância.

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