Bolsonaro diz que Capacetes Brancos não têm ‘especialidade’, mas Rui Costa vai aceitar ajuda

O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante live nesta quinta-feira (30/12)/Imagem reprodução. O governador da Bahia, Rui Costa. Ao fundo, dois membros do grupo de resgate e ajuda da Argentina, conhecidos como “Cascos Blancos” | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Argentina tenta enviar, desde segunda-feira (27), dez profissionais especializados nas áreas de saneamento, logística e apoio psicossocial que pertencem a um grupo conhecido como “Cascos Blancos”

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), tentou justificar sua recusa à ajuda humanitária oferecida pelo país vizinho, Argentina, às vítimas das chuvas do Sul da Bahia alegando que a oferta não ajudaria o estado, pois os Capacetes Brancos são ‘sem especialidade’.

Na opinião do presidente, cuja declaração foi feita em sua tradicional live nas redes sociais, transmitida nesta quinta-feira (30/12), de Santa Catarina, onde passa férias, os dez agentes da equipe dos Capacetes Brancos não seriam úteis.

Nós temos gente suficiente, temos gente das Forças Armadas, do corpo de bombeiros militares, entre outras instituições. A gente agradece o apoio da Argentina, mas dez argentinos sem uma especialidade, não requerida, para nós, fica oneroso”, afirmou o presidente.

Rui Costa, governador da Bahia, afirmou que vai aceitar qualquer tipo de ajuda humanitária às vítimas das fortes chuvas no estado mesmo sem a aprovação do governo federal.

A Argentina ofereceu ajuda humanitária às cidades afetadas pelas chuvas na Bahia, apesar da negativa do Governo Federal. Me dirijo a todos os países do mundo: a Bahia aceitará diretamente, sem precisar passar pela diplomacia brasileira, qualquer tipo de ajuda neste momento”, desafiou o governador, no Twitter, horas antes da live do presidente.

Mas Bolsonaro disse que “não existe isso, não faz parte da boa política entre países”. O presidente afirmou que o chanceler Carlos França conversou com o colega argentino, Santiago Cafiero, e que qualquer ajuda do país será por meio do governo federal.

Os profissionais oferecidos ao Brasil poderiam atuar provendo água potável, montando e desmontando casas e abrigos do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), que servem para atender quem ficou desalojado, recebendo, organizando e armazenando doações e no atendimento psicossocial dos afetados, explica o UOL.

Os Capacetes Brancos estão organizados dentro da estrutura do Ministério das Relações Exteriores da Argentina e são encarregados de planejar e executar ajuda humanitária. A equipe foi criada em 1994 e ao longo deste tempo já atuou em 700 missões em 73 países, inclusive no Brasil.

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