Bolsonaro, Braga Neto e ‘desajustados’ são ‘detritos’, diz a Folha. ‘Não haverá golpe’

24/07/2021 2 Por Redação Urbs Magna
Bolsonaro, Braga Neto e ‘desajustados’ são ‘detritos’, diz a Folha. ‘Não haverá golpe’

Os vencedores [das eleições de 2022] assumirão seus cargos em janeiro e exercerão os mandatosNão há nada que possam fazer … a não ser espernear feito crianças birrentas“, escrevem os editores do jornal. “Chiliques … dos últimos dias” inviabilizam “de vez a pretendida subversão estapafúrdia da urna eletrônica

Os detritos que se apartam do continente da Constituição, no entanto, são Jair Bolsonaro, Braga Netto e os desajustados que, dentro e fora do governo, alimentam o golpismo mofado e impraticável. As forças legalistas, majoritárias, não acompanham os escolhos”, escrevem os editores do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, dia do “24J”. “Não resta dúvida de que haverá votação direta para presidente, governadores, deputados e senadores no dia 2 de outubro de 2022, com segundo turno no dia 30 subsequente. Os votos serão depositados nas urnas eletrônicas e apurados e divulgados sob a vigilância habitual da sociedade e dos partidos. Como de costume, os vencedores assumirão seus cargos em janeiro e exercerão os mandatos nos limites legais. Os perdedores voltarão para casa e poderão tentar eleger-se novamente nos pleitos que ocorrem rotineiramente a cada biênio”, argumenta o jornal.Não há nada que possam fazer contra esse fato mecânico a não ser espernear feito crianças birrentas”.

O Ministério da Defesa ultrapassou os limites da República para se intrometer em assuntos da vida civil“, diz o texto referindo-se à manifestação sobre reportagem de O Estado de S. Paulo em que Braga Neto agitou a bandeira bolsonarista do voto impresso.

Militares não têm nada a dizer do sistema de escrutínio, tampouco lhes cabe ameaçar o Congresso“, lembram sobre a reação do Comandante da Aeronáutica relacionada ao comentário do senador Omar Aziz (PSD-AM) sobre o fato de integrantes das Forças Armadas aparecerem em desmandos investigados na CPI da pandemia.

É uma lástima que o ministério encarregado de conduzir os assuntos administrativos das Forças Armadas tenha se ultrajado como um anexo do autoritarismo delirante do presidente da República. É ainda pior a subserviência a que foram obrigados os comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica”.

Se os chiliques brutalizantes dos últimos dias produziram algum efeito, foi o de inviabilizar de vez a pretendida subversão estapafúrdia da urna eletrônica. Já eram exíguas as chances da aprovação do voto impresso —tornaram-se nulas.

Recuam as fardas, avançam os “casacas” do centrão partidário“, argumentam os redatores sobre medida providencial que ganhou força no Legislativo. A gritaria mal escondeu o sentido da reforma a consumar-se no ministério de Bolsonaro.

É essa certeza que apavora o bolsonarismo e toda a linhagem de populistas autoritários em nações comprometidas com a via democrática. Aventureiros incompetentes e rufiões bravateiros tendem a dar-se mal quando expostos ao julgamento implacável do eleitor que maltrataram e desrespeitaram ao longo de um mandato inteiro.

Folha

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