Assista ao vídeo em que Eduardo Bolsonaro diz “se esquerda radicalizar resposta pode ser novo AI-5” – Rodrigo Maia rebateu com nota classificando como “repugnante”

31/10/2019 1 Por Redação Urbs Magna
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro , afirmou que caso haja uma radicalização da esquerda a resposta pode ser via “um novo AI-5 “, que afronta a Constituição de 1988. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Leda Nagle , publicada em um canal do Youtube na manhã desta quinta (31) – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), qualificou como “repugnantes” as declarações


Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual a do final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades, consules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente via precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada, afirmou  Eduardo.

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AI-5: Confira a íntegra do Ato Institucional

Ele descreveu a esquerda como um “inimigo interno” e disse esperar não chegar ao ponto de um novo AI-5.

– É uma guerra assimétrica, não é uma guerra onde você está vendo o seu oponente do seu lado e você tem que aniquilá-lo, como acontece nas guerras militares. É um inimigo interno de difícil identificação aqui dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto, mas a gente tem que estar atento.

As respostas foram dadas depois que a jornalista perguntou sobre os acontecimentos políticos  em países vizinhos, como a eleição da chapa de Cristina Kirchner na Argentina e os protestos no Chile. Ela diz que “na internet se fala” sobre envolvimento do Foro de São Paulo.

Eduardo Bolsonaro diz que seria “muita ingenuidade” achar que os acontecimentos são por acaso. Segundo ele, existe um modo de operação comum.

– Seria muita ingenuidade, Leda, a gente achar que isso daí não é arquitetado e tudo surgisse ao mesmo tempo né. Eu tenho contato com o Antonio Kast, que foi senador lá no Chile e quarto colocado na última eleição presidencial, tenho alguns outros amigos lá dentro do Chile e o feedback que eles me dão é o mesmo modus operandi dos black blocs – afirmou o parlamentar.

Em seguida, o deputado comenta que desconfia que as manifestações na América Latina são bancadas com o dinheiro do  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de “contratos superfaturados” na construção do porto de Mariel e do programa Mais Médicos.

Só que para você fazer isso tudo, Leda, você precisa de dinheiro, para comprar material, para organizar o pessoal, para ter o mínimo de comunicação e de onde vem esse dinheiro? Nós desconfiamos que esse dinheiro vem muito por conta do BNDES, que no tempo de Dilma e Lula fazia essas obras superfaturadas no portal de Mariel em Cuba ou contrato de Mais Médicos que rendia mais de um bilhão de reais para a ditadura cubana. Por que não a gente achar que esse dinheiro vai se voltar para cá para fazer essas revoluções?, disse Eduardo Bolsonaro.

A reação de Rodrigo Maia:

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, emitiu nota de reúdio às declaraçoes de ‘Zero Três’. Lei a íntegra abaixo:

“Uma Nação só é forte quando suas instituições são fortes.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil.

Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988.

Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática. A Carta de 88 abomina, criminaliza e tem instrumentos para punir quaisquer grupos ou cidadãos que atentem contra seus princípios – e atos institucionais atentam contra os princípios e os fundamentos de nossa Constituição.

O Brasil é uma democracia.

Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados”

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