Aras vai intimar Braga Netto para explicar supostas ameaças às eleições de 2022

28/07/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Aras vai intimar Braga Netto para explicar supostas ameaças às eleições de 2022

Gilmar Mendes enviou para a procuradoria quatro ações de deputados contra o ministro da Defesa para que ele seja convocado a dar esclarecimentos

Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviar para a Procuradoria-Geral da República (PGR) quatro ações contra o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, pelas supostas ameaças às eleições de 2022, conforme divulgou o Globo, Augusto Aras vai intimá-lo para se explicar a afirmação a parlamentares que o pleito não ocorreria caso o voto impresso não seja adotado no Brasil.

As ações foram protocoladas pelos deputados do PT Natália Bonavides (RN), Bohn Gass (RS) e Paulo Teixeira (SP), por Alexandre Frota (PSDB-SP) e pelo advogado Ronan Wielewski Botelho. Bonavides pediu à PGR que investigue Braga Netto por prática de crimes de responsabilidade. Gass e Teixeira pediram que seja feita uma investigação criminal baseada na Lei de Segurança Nacional. E Frota requer a “abertura imediata de ação penal” contra o ministro por crime de responsabilidade.

Depois da ameaça, Braga Netto virou alvo de quatro ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça (27), o ministro Gilmar Mendes encaminhou os procedimentos a Aras para que ele dê encaminhamento aos pedidos. Aras quer ouvir o general e também o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a quem parlamentares relataram as ameaças. Só então decidirá se propõe a abertura de um inquérito contra o militar.

Braga Netto fez as ameaças ao senador e futuro ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), diz Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo. Além de Ciro, uma nova testemunha pode ajudar a esclarecer o que ocorreu: o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). Ele ouviu o relato sobre as afirmações do general contra as eleições do próprio Ciro Nogueira. Em seguida, os dois procuraram Arthur Lira para relatar o tom inusitado das colocações do militar.

O voto impresso virou bandeira do presidente Jair Bolsonaro. Mas deve ser derrotado na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o tema.

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