Após prisão preventiva, a estelionatária ‘Barbie do Crime’ usará tornozeleira

27/02/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Ex-modelo fotográfica, Bruna Cristine Menezes de Castro, de 31 anos, foi condenada em 2017 a um ano e nove meses de reclusão por receber e não entregar produtos ofertados em perfis falsos criados nas redes sociais

A ex-modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro, de 31 anos, conhecida pela Polícia Civil de Goiás como “Barbie do Crime”, cumprirá pena por estelionato em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Ela se entregou na quinta-feira (25) após a expedição de um mandado preventivo, mas conseguiu reverter a situação depois de entrar com recurso, informa o UOL.

Bruna foi condenada em 2017 a um ano e nove meses de reclusão por receber e não entregar produtos ofertados em perfis falsos criados por ela nas redes sociais. A pena foi revertida em prestação de serviços competente, mas gerou a prisão preventiva por descumprimento da sentença. Ela teria se comprometido a comparecer nove vezes ao Fórum de Goiânia, mas não comunicou uma mudança de endereço gerando o impedimento de intimações.

A nova decisão, assinada pelo juiz Wilson da Silva Dias, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas de Goiânia, considerou o argumento da defesa da ex-modelo, o que justificou o pedido de revogação da prisão preventiva em razão da dependência dos filhos menores de 12 anos.

No pedido de liberdade, a defesa argumentou que Bruna “se apresentou espontaneamente junto à autoridade policial”.

“Cristine é mãe de filhos menores que são dependentes dela, fazendo-se colacionar nos autos fotos-imagens que demonstram o bom convívio familiar, razão pela qual, alega por fim, que a manutenção em regime prisional é medida extrema que viola os tratados jurídicos nacionais e internacionais”, assinalou a defesa.

O magistrado destacou a desobediência de Bruna em relação à pena, mas concordou com o argumento da estelionatária.

“Todavia, e não obstante, o histórico de reincidência no descumprimento das condições legais e judiciais da pena restritiva de direito desde 2017, aliada às nove audiências de justificação frustradas por ato exclusivamente da réu, inclusive por estar em incerto local e não sabido, não posso fechar os olhos para o fato de que a sentenciada é mãe de dois filhos menores de 12 anos”, afirmou o juiz Wilson da Silva Dias.

Bruna estava presa de quinta-feira (25) na Casa do Albergado, em Goiânia, mas já deixou ontem (26) o presídio.

A prática do estelionato por Bruna, segundo a Polícia Civil, ocorria pelas redes sociais. A mulher, à época com 25 anos, criava perfis de lojas fictícias e oferecia produtos nacionais e importados a preço baixo.

Bruna exigia o pagamento antecipado das vítimas e não entregava os produtos, apurou a Polícia Civil. Os depósitos ocorriam em contas bancárias emprestadas para a estelionatária.

Na ocasião, pelo menos de 100 pessoas relacionadas com o golpe aplicado pela ex-modelo, mas nem todas resultaram em indiciamento por causa de desistência ou inconsistências em provas.

Um perfil na rede social chegou a ser criado detalhando como os golpes aconteciam.

A prisão de Cristine ocorreu em 11 de agosto de 2015, mas ela conseguiu liberdade e foi condenada, em 2017, a penas alternativas que foram descumpridas pela ré.

A desobediência fez a Justiça expedir, anteontem (25) um mandado de prisão preventiva. Ela se entregou ontem (26) à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon).

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