Após palanque eleitoral no feriado, Bolsonaro corta 59% dos recursos do Farmácia Popular

A ‘tesourada’ no programa que atende mais de 21 milhões de brasileiros circula nas mídias como medida para garantia do orçamento secreto

O candidato a vice-presidente do Brasil pela chapa de LULA, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acordou nesta quinta-feira (8/9) estarrecido, conforme demonstrou em seu perfil na rede social Twitter, sobre o que leu “nos jornais dessa manhã“, e que considerou “um absurdo verdadeiro“. Segundo seu texto, “após fazer das comemorações da Independência seu palanque eleitoral, Bolsonaro determinou o corte de quase 60% dos recursos para o Farmácia Popular“.

O programa atende mais de 21 milhões de brasileiros com medicamentos gratuitos. De acordo com publicação no Estadão, a medida visa garantir mais recursos para o esquema, sem transparência, que transfere verbas a parlamentares, que foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O jornal mostra que as despesas para atendimento da população indígena também sofreram uma “tesourada”. Na contramão do corte, as emendas de relator, do orçamento da saúde, cresceram 22% e as parlamentares individuais e de bancada impositivas aumentaram 13%, diz o texto.

Segundo Geraldo Alckmin, a “ação desumana” do corte no programa de “acesso gratuito a medicamentos para tratamento de asma, diabetes e hipertensão” afetará “a indústria farmacêutica nacional“, pois “vai retirar remédios gratuitos de quem mais precisa já a partir do próximo ano“. O candidato acrescentou que “Bolsonaro não vai conseguir sufocar os brasileiros de novo“, pois ele e LULA, “quem criou o Farmácia Popular“, fortalecerão o SUS e reconstruirão o Brasil. Veja a postagem de Alckmin abaixo e leia mais a seguir:

Segundo o assessor do Senado e especialista em orçamento da saúde, Bruno Moretti, os dados completos serão publicados em Nota de Política Econômica do Grupo de Economia do Setor Público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele afirmou que “não há dúvida” de que “o que a equipe econômica fez foi reduzir todas essas despesas para incorporar as emendas. Para caber as emendas RP-9 (de relator), estão tirando medicamentos da Farmácia Popular” e “o parlamentar não consegue chegar lá na ponta e dizer que o remédio que o paciente pegou de graça é fruto da emenda dele“.

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