Após o ‘Golpe 2016’, trabalhadores sofrem para sobreviver somente com renda de até 1 salário mínimo

No último trimestre do penúltimo ano da gestão Dilma, 27,6% ganhavam até o piso. No governo Bolsonaro este número já chega a 38,22%

Após o ‘Golpe 2016’, trabalhadores sofrem para sobreviver somente com renda de até 1 salário mínimo. No último trimestre do penúltimo ano da gestão Dilma, em 2015, 27,6% dos profissionais brasileiros ganhavam até o piso. Com Temer, no mesmo período de 2018, este número foi até 30,09%. No governo Bolsonaro este número já chega a 38,22%, já no primeiro trimestre deste ano. Mesmo considerando os efeitos da sazonalidade no mercado.

Apenas no governo Bolsonaro esta participação dos trabalhadores que ganham até o salário mínimo cresceu 8,2 pontos percentuais. Em números absolutos, são 36,415 milhões de pessoas, 8,3 milhões a mais que no fim do governo Temer, diz a matéria. Isso ocorreu tanto no emprego formal como no informal.

Entre os que têm carteira assinada, o total de pessoas que ganham o piso passou de 14,06% no fim do governo Temer para 22,48% no primeiro trimestre deste ano. Entre os informais, o salto foi de 53,46% para 61,73%. No grupo de trabalhadores sem carteira assinada, há, inclusive, um grande contingente que ganha menos que o piso.

Assim, o Brasil é, cada vez mais, o país do salário mínimo, conforme revelou levantamento feito pelo economista Lucas Assis, da Tendências Consultoria, divulgado no jornal O Globo.

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