Após fala de Bolsonaro na ONU púlpito foi desinfetado e até o Itamaraty comentou a “vergonha alheia”

21/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Após fala de Bolsonaro na ONU púlpito foi desinfetado e até o Itamaraty comentou a “vergonha alheia”

Bolsonaro discursa na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (21). Foto: Alan Santos/PR | De acordo com Jamil Chade, do UOL, jornalistas americanos ironizaram quando do serviço de conferências da ONU entrou em cena para desinfetar o púlpito onde ocorreu a fala vergonhosa de Bolsonaro, que seria usado depois por Joe Biden


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Jornalistas americanos ironizaram quando o serviço da casa entrou para limpar o local onde o presidente brasileiro discursou antes de Joe Biden | Diplomatas do próprio governo enviaram mensagem à mídia brasileira para expressar a indignação com o discurso, que mais tarde teve trechos desmentidos

De acordo com Jamil Chade, do UOL, jornalistas americanos ironizaram quando o serviço de conferências da ONU entrou em cena para desinfetar o púlpito, que seria usado depois por Joe Biden, onde ocorreu a fala vergonhosa de Bolsonaro. Segundo o colunista, até mesmo alguns diplomatas do próprio governo do presidente enviaram mensagem ao jornal para expressar a indignação com o discurso e a “vergonha alheia”.

O New York Times apontou que Bolsonaro defendeu remédios sem comprovação científica, o que para nós se tornou corriqueiro. No Itamaraty, à medida que o discurso era lido, embaixadores experientes e diplomatas não conseguiam esconder a revolta. “Vergonha alheia”, escreveu por mensagem à coluna um deles, escreveu Chade.

O clima misturava indignação, decepção e ironias que apontavam para o descrédito completo de Bolsonaro no cenário internacional, levando o Brasil a “afundar” ainda mais em isolamento no mundo. Quando Bolsonaro chegou a Nova Iorque, alguém disse: “Não sintam vergonha de ser brasileiros por causa de Bolsonaro”.

Na ONU, hoje o que se viu foi um discurso ainda mais radical do que sempre foi. Esperava-se uma correção de postura do presidente. Até mesmo o editorial do Globo no domingo os redatores afirmaram que um novo Jair Peace and Love poderia surgir em Nova Iorque. Mas o que se ouviu foi um discurso que brasileiros já estão acostumados a ouvir, com muita desinformação.

“O Brasil transformou a tribuna mais sagrada da diplomacia em um disseminador de mentiras e vergonhas”, acusou um delegado.

A OMS, mais uma vez, se indignou quando Bolsonaro falou sobre tratamento precoce contra a covid-19. Um dos funcionários da agência disse que “o negacionismo na abertura de uma Assembleia-Geral é um dos pontos inesquecíveis dessa pandemia”.

A desconfiança internacional com o Brasil passa a ser maior agora. “Como é que o governo quer que os demais parceiros o levem a sério”, questionou um representante de um governo europeu.

As mentiras contadas ao longo de mais de dois anos pareciam que não conseguiriam mais ser superadas, até que foram. Bastou o presidente subir ao púlpito da ONU nesta terça-feira.

Mas foram as supostas garantias de que o Brasil protege seus indígenas e sua floresta que criou uma reação mais indignada. Para diplomatas estrangeiros, as palavras não apenas caíram num vazio, mas ampliaram o descrédito do presidente.

“O Brasil apenas será levado a sério quando provar cada passo que der”, disse um deles. Isso significa, segundo eles, mostrar a redução do desmatamento a cada mês, o compromisso com indígenas e ativistas de direitos humanos e o respeito pela democracia.

“Todas as informações que temos vão no sentido contrário da fala do presidente”, afirmou outro delegado, apontando para o desmonte da FUNAI e de instituições de controle da floresta.

A garantia de democracia também contrasta com os alertas emitidos pela ONU, que apontou na semana passada estar preocupada com a crise entre os poderes e que fez um apelo para que o Estado de Direito fosse preservado.

Entidades como Human Rights Watch e a Transparency International também contestaram o discurso de Bolsonaro.

Já a ONG Conectas Direitos Humanos alertou que Bolsonaro “usou a tribuna da ONU para emitir um atestado de culpa de sua desastrosa gestão da pandemia ao defender o comprovadamente ineficaz tratamento precoce e atacar medidas de distanciamento social”.

“Cabe agora à comunidade internacional dar uma resposta à altura”, disse Camila Asano, diretora de programas da Conectas.

“Cabe agora à comunidade internacional dar uma resposta à altura”, disse Camila Asano, diretora de programas da Conectas.

“Boa parte do discurso foi dedicada a tentar convencer investidores externos de que o Brasil teria tudo o que buscam. Mais uma vez o presidente parece ignorar que os investidores se afastam cada vez mais de países com governos que não respeitam os direitos socioambientais”, afirmou.

“Os investidores não serão ludibriados por afirmações do discurso de que o Brasil teria uma forte legislação ambiental, quando é sabido que o governo Bolsonaro vem enfraquecendo órgãos de fiscalização como IBAMA e ICMBio e tentando aprovar no Congresso leis para dificultar a demarcação de terras indígenas e enfraquecer as regras de licenciamento ambiental”, destacou Camila.

“Até quando tentou mostrar algum avanço em direitos humanos no Brasil, Bolsonaro mostrou o quanto essa agenda é fragilizada e distorcida por seu governo. De forma solta, o presidente citou a ratificação da Convenção Interamericana contra o Racismo. É sintomático que não tenha apresentado nenhuma política pública de combate ao racismo, dado que essa pauta nunca foi prioridade de sua gestão”, completou a representante da entidade.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2020 a população negra foi alvo preferencial da letalidade policial, respondendo por 78,9% das 6.416 mortes por intervenção das forças de segurança.

Confira o vídeo e, depois, leia a íntegra do discurso com trechos desmentidos:

Senhor Presidente da Assembleia-Geral, Abdullah Sharrid,

Senhor Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres,

Senhores Chefes de Estado e de Governo e demais chefes de delegação,

Senhoras e senhores,

É uma honra abrir novamente a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões.

O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019.

Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção.

O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.

Isso é muito, é uma sólida base, se levarmos em conta que estávamos à beira do socialismo.

Nossas estatais davam prejuízos de bilhões de dólares, hoje são lucrativas.

Nosso banco de desenvolvimento era usado para financiar obras em países comunistas, sem garantias. Quem honra esses compromissos é o próprio povo brasileiro.

Tudo isso mudou. Apresento agora um novo Brasil com sua credibilidade já recuperada.

O Brasil possui o maior programa de parceria de investimentos com a iniciativa privada de sua história. Programa que já é uma realidade e está em franca execução.

Até aqui, foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas.

Na área de infraestrutura, leiloamos, para a iniciativa privada, 34 aeroportos e 29 terminais portuários.

Já são mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. Introduzimos o sistema de autorizações ferroviárias, o que aproxima nosso modelo ao americano. Em poucos dias, recebemos 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias com quase US$ 15 bilhões de investimentos privados.

Em nosso governo promovemos o ressurgimento do modal ferroviário.

Como reflexo, menor consumo de combustíveis fósseis e redução do custo Brasil, em especial no barateamento da produção de alimentos.

Grande avanço vem acontecendo na área do saneamento básico. O maior leilão da história no setor foi realizado em abril, com concessão ao setor privado dos serviços de distribuição de água e esgoto no Rio de Janeiro.

Temos tudo o que investidor procura: um grande mercado consumidor, excelentes ativos, tradição de respeito a contratos e confiança no nosso governo.

Também anuncio que nos próximos dias, realizaremos o leilão para implementação da tecnologia 5G no Brasil.

Nossa moderna e sustentável agricultura de baixo carbono alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e utiliza apenas 8% do território nacional.

DISTORÇÃO 1Bolsonaro afirmou de forma equivocada que 8% do território nacional é utilizado pela agricultura, embora o percentual seja correspondente apenas ao plantio agrícola. A agricultura e a pecuária, juntas, utilizam cerca de 27% do território nacional — números apresentados pelo próprio Bolsonaro em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU no ano passado.

DISTORÇÃO 2Outro dado distorcido foi o da população mundial alimentada pela agricultura brasileira. Embora a Embrapa calcule que o Brasil seja responsável por 10% da produção mundial de trigo, soja, milho, arroz e cevada, isso não significa que o valor seja capaz de alimentar 10% da população mundial (cerca 800 milhões), incluindo brasileiros. O cálculo não leva em conta aspectos como desperdício na cadeia produtiva, e nem o fato de que boa parte da produção de soja e milho não é voltada para consumo humano.

Nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa.

Nosso Código Florestal deve servir de exemplo para outros países.

O Brasil é um país com dimensões continentais, com grandes desafios ambientais.

São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500.

DISTORÇÃO 3O presidente também afirmou que 66% do território nacional é composto de vegetação nativa, que permaneceria “a mesma desde o seu descobrimento”. No entanto, especialistas apontam que isso não significa que as áreas sejam preservadas. O projeto MapBiomas aponta parte do crescimento agropecuário em áreas onde a vegetação nativa foi derrubada.

Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Lembro que a região amazônica equivale à área de toda a Europa Ocidental.

DISTORÇÃO 4Na mesma linha da distorção sobre a vegetação nativa, Bolsonaro declarou que “84% da floresta [amazônica] está intacta”. De acordo com especialistas, o predomínio de florestas na região não significa que as áreas estejam intactas. Reportagem de Ecoa mostra dados da WWF-Brasil, a partir de informações do Inpe, estimando a perda de 19% da área original da Amazônia — que seria de 81%, e não 84%. A diferença de três pontos percentuais, em números absolutos, representa uma área quase igual à do estado do Amapá (quase 800 mil km²).

Antecipamos, de 2060 para 2050, o objetivo de alcançar a neutralidade climática. Os recursos humanos e financeiros, destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais, foram dobrados, com vistas a zerar o desmatamento ilegal.

MENTIRA 1Outra afirmação falsa foi de que os recursos destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais “foram dobrados” — isso sequer aconteceu, já que o aumento do orçamento para o Ibama e o ICMBio está previsto apenas para 2022. A fala também omitiu que o valor dobrado parte de números já reduzidos: foram cortados mais de R$ 240 milhões do Ministério do Meio Ambiente. O ICMBio apontava restrições financeiras severas em abril, enquanto o Ibama teve reduzido o poder de multas e precisou interromper autuações por crimes ambientais.

E os resultados desta importante ação já começaram a aparecer!

Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior.

Qual país do mundo tem uma política de preservação ambiental como a nossa?

Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia!

O Brasil já é um exemplo na geração de energia com 83% advinda de fontes renováveis.

DISTORÇÃO 5Bolsonaro declarou que 83% da geração de energia do Brasil vem de fontes renováveis. No entanto, o percentual corresponde ao uso de fontes renováveis para produzir energia elétrica — e não energia total. Segundo documento da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ligada ao Ministério de Minas e Energia, as fontes renováveis correspondem a 48,4% do total da matriz energética do país.

Por ocasião da COP-26, buscaremos consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global. Esperamos que os países industrializados cumpram efetivamente seus compromissos com o financiamento de clima em volumes relevantes.

O futuro do emprego verde está no Brasil: energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo.

Ratificamos a Convenção Interamericana contra o Racismo e Formas Correlatas de Intolerância.

Temos a família tradicional como fundamento da civilização. E a liberdade do ser humano só se completa com a liberdade de culto e expressão.

14% do território nacional, ou seja, mais de 110 milhões de hectares, uma área equivalente a Alemanha e França juntas, é destinada às reservas indígenas. Nessas regiões, 600.000 índios vivem em liberdade e cada vez mais desejam utilizar suas terras para a agricultura e outras atividades.

O Brasil sempre participou em Missões de Paz da ONU. De Suez até o Congo, passando pelo Haiti e Líbano.

Nosso país sempre acolheu refugiados. Em nossa fronteira com a vizinha Venezuela, a Operação Acolhida, do Governo Federal, já recebeu 400 mil venezuelanos deslocados devido à grave crise político-econômica gerada pela ditadura bolivariana.

O futuro do Afeganistão também nos causa profunda apreensão. Concederemos visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos.

Nesses 20 anos dos atentados contra os Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, reitero nosso repúdio ao terrorismo em todas suas formas.

Em 2022, voltaremos a ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Agradeço aos 181 países, em um universo de 190, que confiaram no Brasil. Reflexo de uma política externa séria e responsável promovida pelo nosso Ministério de Relações Exteriores.

Apoiamos uma Reforma do Conselho de Segurança ONU, onde buscamos um assento permanente.

A pandemia pegou a todos de surpresa em 2020. Lamentamos todas as mortes ocorridas no Brasil e no mundo.

Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo.

MENTIRA 2Crítico das medidas de isolamento adotadas para tentar frear a covid, Bolsonaro já mentiu outras vezes sobre elas terem provocado inflação nos preços. Na ONU não foi diferente: ele atribuiu o aumento no preço de alimentos ao lockdown. Segundo especialistas há diversos fatores por trás da alta nos preços, o que inclui a crise hídrica, ondas de frio, alta do dólar, mudanças em logísticas comerciais em todo o mundo, e também a nova política de preços da Petrobras, atrelada ao mercado internacional de petróleo.

No Brasil, para atender aqueles mais humildes, obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda, concedemos um auxílio emergencial de US$ 800 para 68 milhões de pessoas em 2020.

DISTORÇÃO 6Ainda na cruzada contra o lockdown e as medidas restritivas, Bolsonaro criticou mais uma vez prefeitos e governadores por políticas de isolamento e afirmou que os cidadãos foram “obrigados a ficar em casa”. Na verdade, as medidas mais drásticas tiveram lugar durante poucas semanas ao longo de 2020 e 2021 para tentar aliviar a pressão sobre hospitais superlotados durante picos de notificações da covid.

Lembro que terminamos 2020, ano da pandemia, com mais empregos formais do que em dezembro de 2019, graças às ações do nosso governo com programas de manutenção de emprego e renda que nos custaram cerca de US$ 40 bilhões.

MENTIRA 3O presidente errou o valor gasto pelo governo com o programa de manutenção de emprego e renda. Na ONU, Bolsonaro alegou ter gastado US$ 40 bilhões (cerca de R$ 211 bilhões, pelo câmbio atual), quando o custo dos benefícios está mais próximo de R$ 40 bilhões. Somando os valores de 2020 e 2021, as despesas do Ministério da Economia relacionadas à covid chegaram a R$ 190,7 bilhões, número ainda inferior ao apresentado pelo chefe do Executivo brasileiro.

Somente nos primeiros 7 meses desse ano, criamos aproximadamente 1 milhão e 800 mil novos empregos. Lembro ainda que o nosso crescimento para 2021 está estimado em 5%.

Até o momento, o Governo Federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta. 80% da população indígena também já foi totalmente vacinada. Até novembro, todos que escolheram ser vacinados no Brasil, serão atendidos.

Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina.

Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina.

MENTIRA 4 Não há medicações com eficácia cientificamente comprovada para estágios iniciais da covid-19, uma das mentiras defendidas por Bolsonaro desde o início da pandemia e repetida novamente, hoje, diante de líderes mundiais. O CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou um parecer no ano passado dando autonomia aos médicos que queiram receitar as medicações, desde que os pacientes tenham ciência de possíveis efeitos colaterais. No entanto, o conselho não recomenda o suposto “tratamento precoce”. A hidroxicloroquina, uma das medicações mais citadas pelo presidente, é contraindicada em casos de covid pela OMS, pela Anvisa e pela maioria dos fabricantes brasileiros.

Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label.

Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial.

A história e a ciência saberão responsabilizar a todos.

No último 7 de setembro, data de nossa Independência, milhões de brasileiros, de forma pacífica e patriótica, foram às ruas, na maior manifestação de nossa história, mostrar que não abrem mão da democracia, das liberdades individuais e de apoio ao nosso governo.

MENTIRA 5Ao mencionar os atos de 7 de setembro favoráveis ao seu governo, Bolsonaro disse que “milhões” foram às ruas. Não há dados que corroborem a afirmação, pelo contrário: a estimativa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo aponta que 125 mil pessoas compareceram ao ato da Avenida Paulista. O maior ato político na região, de acordo com o Datafolha, reuniu 500 mil pessoas em 2016 para pedir o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Como demonstrado, o Brasil vive novos tempos. Na economia, temos um dos melhores desempenhos entre os emergentes.

Meu governo recuperou a credibilidade externa e, hoje, se apresenta como um dos melhores destinos para investimentos.

É aqui, nesta Assembleia Geral, que, vislumbramos um mundo de mais liberdade, democracia, prosperidade e paz.

Deus abençoe a todos.

Comente