Após Bolsonaro afundar candidatos, jornalista diz: ‘As trevas estão passando’

16/11/2020 0 Por Redação Urbs Magna

O presidente é “o grande derrotado do pleito”: Dos nove que foram apoiados pelo ‘cabo eleitoral’, apenas dois estão no segundo turno na “normalidade democrática” sem “neofascismo”, “golpismo”, “obscurantismo” e “negacionismo”

O apoio de Bolsonaro a candidatos teve efeito reverso e o “cabo eleitoral” fracassou. Para sair por cima, ‘malhou’ a esquerda, que teve resultado surpreendente neste domingo (15).

Ao se considerar tão somente o PT nestas eleições – sempre na mira da imprensa e dos políticos que ‘reconhecem’ o potencial da corrente Lula, o partido cresceu ao ser representado por 2.552 vereadores e 165 prefeitos que foram vitoriosos ao serem eleitos ontem.

Além disso, o segundo turno terá a participação de 15 candidatos do Partido dos Trabalhadores em grandes cidades e, ainda, a legenda obteve a maior bancada de vereadores petistas na ‘São Paulo Capital’.

Muito mais, a bancada do PT dobrou no município do Rio de Janeiro, sem falar na resposta nas urnas de outras legendas da oposição e em se tratando apenas do partido dos ex-presidentes Lula e Dilma e do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que afirmou ontem que “o sonho da mídia de liquidar a esquerda foi adiado”. Mas a imprensa segue ignorando os dados dispostos no TSE.

A derrota de Celso Russomanno na prefeitura mais importante do país, com apenas 10% dos votos válidos, também pode ser um sinal de que Guilherme Boulos, que vai ao segundo turno com Bruno Covas, pode ser alavancado nestes quinze dias restantes até a fase seguinte.

Contudo, o presidente afirma que a esquerda perdeu espaço. Mas para a colunista Tereza Cruvinel, do Brasil 247, “os resultados da eleição de domingo falam da volta à normalidade” sem “lugar para aventuras autoritárias e extremistas, como o bolsonarismo“.

Cruvinel diz que “não tivemos Sergio Moro vazando delações na semana eleitoral nem a Lava Jato demonizando o PT ou qualquer partido;  não tivemos ninguém sendo adorado como mito ou demonizado como fonte do mal; não houve lugar para a antipolítica nem para a polarização raivosa; o antipetismo não morreu mas os petistas deixaram de ser acossados nas ruas ou chamados de petralhas; as  fake news foram contidas e não houve ninguém arrancando com os dentes o dedo de outro, como em 2018“.

“O Brasil vai deixando para trás o ambiente envenenado do período 2016-2018,  no qual a democracia foi dilacerada pelo golpe dissimulado de impeachment contra Dilma e a justiça foi utilizada como “lawfare” para impedir que o candidato Lula concorresse e ganhasse a eleição presidencial”, diz.

A jornalista cita ainda Aécio Neves, como o começo de todo o mal que a democracia sofreu, e compara-o a Donald Trump que, assim como o presidenciável derrotado por Dilma em 2014, não reconhece, hoje, a vitória de Joe Biden – ambos abrem o “caminho para a violação da vontade popular” através do “ódio ao outro” e “a descrença na política”.

A colunista ‘espeta’ os eleitores do “mito salvador“, grande maioria arrependida, ao dizer que o “anti-tudo-que-está-aí” custa a vida de milhares pelo “descaso e o negacionismo na pandemia” e apresenta-o como o culpado de seu próprio insucesso: “O cair é da ficha [ de seus ex-seguidores ] é que explica o fracasso dos candidatos apoiados pelo presidente, o grande derrotado do pleito.

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