Após bolsonaristas entoarem “Lula ladrão”, redes sociais respondem: “ROUBOU MEU CORAÇÃO!”

16/05/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Manifestantes pró-Bolsonaro destilam ódio em ato que careceu da política como ela deve ser: “O cara congela salários por 15 anos e depois libera aumento do próprio salário. E ainda tem gente gritando “Lula ladrão” e chamando Bolsonaro de “Mito”“, disse um usuário

O Cavaleiro do Apocalipse chega à Esplanada montado em seu cavalo“, disse o jornalista George Marques, da Mídia Ninja, compartilhando as imagens de Bolsonaro na cavalgada brasiliense que, prontamente, foi retuitada pelo ator José de Abreu, com a mensagem: “É moto, jet ski, cavalo… O cara está desesperado porque o Lula está no seu pé!

O sábado (15) registrou a reunião de algumas centenas de pessoas em manifestações pró-Bolsonaro, ocorridas em Brasília e em outros pontos do país para tentar driblar os efeitos das pesquisas Datafolha que, na última semana, a priori, pôs Lula de volta ao Planalto em 2023 e, a posteriori, revelou que a maioria dos brasileiros já apoia o impeachment do Presidente, além da reprovação de seu governo atingir novo recorde com a perda de seis pontos percentuais dentre os que o apoiavam.

Semelhante a 2018, desta vez, em demonstração de falta de educação e discurso de ódio, bolsonaristas entoaram “Renan, vagabundo” e “Lula ladrão“, proporcionando manifestos explícitos de deleite múltiplo nas redes sociais, após o compartilhamento das imagens do coletivo destilamento de puro veneno.

O coro bolsonarista tornou a fomentar a idolatria populista inequivocamente equivocada, em detrimento dos princípios da política como ela deve ser: com propostas para o futuro, para o povo e, especialmente neste momento, para a Saúde dos brasileiros. O encontro foi rotulado como um movimento de “apoio” nacional. Apoio de que?

Não passou despercebido: “O cara congela salários por 15 anos e depois libera aumento do próprio salário. E ainda tem gente gritando “Lula ladrão” e chamando bolsonaro de “Mito”“, afirmou um perfil no Twitter, em reflexão que não se distancia do teor de um comentário feito, dias antes, pelo promissor youtuber Felipe Neto, ao comparar os militantes atuais da ultradireita a torcedores de futebol, por pura idolatria, com embasamento em um inexplicável ‘nada’: “A pessoa acha que o político é seu ídolo, o partido é sua camisa e a ideologia é seu time””, disse.

Mas as concentrações destas “torcidas organizadas” em apoio ao seu “time”, que não tem mais favoritismo e revelou inabilidades, são cada vez mais escassas. A torcida maior, crescente a cada dia e que reconhece quem é o craque de fato, está espalhada em todo o Brasil, isolada socialmente por conta da pandemia, aguardando a hora, manifestando amor em silêncio, diferentemente do que se viu neste sábado, deste grupo pronto para a batalha com o ódio sendo novamente alimentado em seus corações.

Como disse o jornalista Hélio Schwartsman, na Folha, “penso que a imagem de Bolsonaro de incompetente com tendências homicidas já está consolidada. Será difícil reverter isso, o que o torna um candidato muito vulnerável em 2022, especialmente diante de um Lula turbinado“.


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